HU restabelece serviços suspensos após receber R$ 2,7 milhões do MEC

Por | Edição do dia 29 de setembro de 2015
Categoria: Notícias, Saúde


A triagem de pacientes encaminhados para tratamento na oncologia do Hospital Universitário Professor Alberto Antunes (HUPAA) será reaberta amanhã (30). A atividade foi suspensa na última quarta-feira, junto com procedimentos em outras áreas, em função do desabastecimento de medicamentos e material médico-cirúrgico no hospital. O restabelecimento das atividades de internamento nas clínicas pediátrica e médica e na UTI Geral, além das consultas no Ambulatório de Hematologia, foi viabilizado após a chegada de recursos financeiros e orçamentários enviados pelo Ministério da Educação, no valor de R$ 2,7 milhões.

Com o suporte emergencial de recursos – liberado após gestões da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh)  e da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) junto ao governo federal – foi possível redimensionar o estoque de produtos existente para garantir o atendimento de pacientes que forem admitidos, até que o abastecimento do hospital se normalize. Em entrevista ao G1, o portal de jornalismo local da Globo, o gerente Administrativo Duílio Marsíglia informou que o hospital iniciaria o processo de compras, com o empenho dos recursos, na tarde de ontem. Segundo ele, os R$ 2,7 milhões são suficientes para fazer a aquisição de medicamentos e insumos para abastecer o estoque até dezembro deste ano.

O gerente também declarou acreditar que o abastecimento do hospital deva ser normalizado num prazo entre 15 a 20 dias, a depender da agilidade das empresas que fornecem esses insumos. Em função desse prazo, os gestores do hospital definirão a retomada dos procedimentos cirúrgicos, também suspensos na semana passada. Os pacientes serão convocados a medida que o problema de abastecimento for sendo normalizado.

A crise de desabastecimento de medicamentos, insumos e material médico-cirúrgico no hospital vem sendo registrada desde o início do ano, levando a superintendência do HUPAA a adotar uma série de providências na tentativa de reverter o quadro enquanto aguardava o repasse de recursos do Rehuf pelo Ministério da Saúde. Empréstimos e trocas de produtos com outras unidades no Estado, além dos incisivos contatos com o governo federal para liberação de recursos, estiveram entre as ações desenvolvidas.

Segundo o gerente de Atenção à Saúde, Sebastião Praxedes dos Reis Pinto,  o desabastecimento foi gerado, principalmente, pela não descentralização dos recursos financeiros do Rehuf pelo Ministério da Saúde. Ele explica que não foram repassadas ao HUPAA nenhuma parcela do programa, cuja totalidade é no valor R$ 1,2 milhão, neste segundo semestre. Esses recursos seriam destinados ao pagamento de fornecedores. O Ministério também não publicou a nova contratualização dos serviços do HUPAA com o município de Maceió, resultando numa perda de mais de R$ 750 mil por mês. Além disso, o hospital também vem sendo penalizado com a falta de orçamento,  a autorização que viabiliza a  “compra” dos produtos.

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