HGE registra 17 vítimas queimadas por álcool durante a pandemia

Segundo o hospital, o período de março a agosto já registrou um número igual a 2019 de vítimas queimadas por álcool

Por Carol Amorim - Repórter | Edição do dia 13 de setembro de 2020
Categoria: Especiais | Tags: ,,,,


Foto: Reprodução

Desde o início da pandemia do novo coronavírus em Alagoas, de março a agosto deste ano, o Hospital Geral do Estado (HGE) registrou 17 casos de pacientes com queimaduras ocasionadas por álcool, seja em gel ou em forma líquida. O Corpo de Bombeiros Militar (CBM) recomenda que as pessoas usem e armazenem o produto longe de fontes de calor.

De acordo com o HGE, doze pacientes chegaram a ser internados e cinco foram registrados no ambulatório da unidade. Foram dez adultos e duas crianças internadas. Dos adultos foram cinco mulheres e cinco homens. Já no ambulatório estiveram quatro adultos e uma criança. Entre os adultos estavam três homens e uma mulher.

O mês em que houve mais registros de pacientes internados foi julho, quando quatro pessoas foram internadas na unidade. Em março apenas uma pessoa foi internada; em abril, três; em maio, mais três; em junho, uma pessoa e em agosto, nenhuma pessoa foi internada por esse motivo.

Já o mês que mais recebeu pacientes queimados por álcool no ambulatório foi o mês de maio, quando duas pessoas estiveram nesse setor da unidade hospitalar. Em março não houve registros; em abril foi registrado apenas uma pessoa; em junho não houve registros; em julho houve um registro e em agosto também.

Até o momento, o hospital recebeu a mesma quantidade de vítimas queimadas por álcool que o ano de 2019. Em 2018, o HGE chegou a registrar 26 feridos.

A reportagem entrou em contato também com Hospital de Emergência do Agreste Dr. Daniel Houly. A assessoria de comunicação do hospital informou que, até o dia 11 de setembro, nenhum registro de queimaduras com álcool havia sido notificado no local.

Para que acidentes sejam evitados, o capitão Rafael Duarte, do Corpo de Bombeiros Militar (CBM), alerta que o álcool, seja em gel ou em forma líquida, é altamente inflamável e que, por isso, é necessário armazena-lo e usa-lo longe de fontes de calor para que acidentes sejam evitados.

Ele também contou que, em caso de queimaduras, a pessoa deve seguir os primeiros-socorros para casos gerais de queimaduras, que consiste em se distanciar da chama, apaga-la e resfriar o local da queimadura com água corrente, se caso a queimadura for pequena. Em casos mais graves, será necessária a busca por atendimento médico.

Quando perguntado sobre o álcool clandestino, o capitão do CBM informou que esse produto não oferece mais riscos de queimaduras mas que o maior problema desse produto se trata da baixa eficácia quanto a limpeza.

Ele também comentou sobre o armazenamento de álcool no carro, ao dizer que o produto em um frasco fechado e em pouca quantidade, oferece um risco mínimo de incêndio no veículo.

No momento em que o álcool é utilizado para higienização, o capitão também reforçou que o produto, por se dissipar com rapidez, não oferece risco prolongado em quem fez a higienização das mãos.

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