HGE é um dos poucos hospitais do nordeste com intervenção farmacêutica

Benefícios incluem farmácia clínica atuante e fazem parte do Projeto de Reestruturação de Hospitais Públicos

HGE é um dos poucos hospitais do nordeste com intervenção farmacêutica

Benefícios incluem farmácia clínica atuante e fazem parte do Projeto de Reestruturação de Hospitais Públicos

Por | Edição do dia 12 de novembro de 2019
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Farmacêutica diz que ações implantadas no HGE implicaram na redução de custos e melhorias farmacoterapêutica. Foto: Olival Santos

Maximizar a terapia e minimizar os riscos de eventos adversos, contribuindo com o uso seguro e coerente de medicamentos, além de assegurar os custos e benefícios, é o que acontece no Hospital Geral do Estado (HGE), na atual gestão, através do controle logístico de estoque associado à intervenção farmacêutica e farmácia clínica.

De acordo com a gestora do HGE, Marta Mesquita, o hospital já vem se destacando, entre os estados do Nordeste, no funcionamento das ações que fazem parte do Projeto de Reestruturação de Hospitais Públicos (RHP) do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, de São Paulo, desenvolvido em parceria com o Ministério da Saúde (MS) através do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS).

“A intenção desse projeto é implantar, monitorar e acompanhar os processos de qualidade e segurança, gestão e práticas adequadas, melhorando assim os processos de gestão, assistência e boas práticas, o que já vem ocorrendo em nossa unidade hospitalar”, disse a gestora.

Michelle Oliveira, farmacêutica responsável pelo Serviço de Assistência Farmacêutica (SAF), explicou que, com os mesmos 21 farmacêuticos do quadro profissional, foi possível colocar em prática mais de 40 ações na área da assistência farmacêutica do HGE. “Nós não tínhamos um controle de estoque, não existia uma logística na segurança medicamentosa do paciente. Então, começamos delimitando, cada profissional ficou responsável por uma área – farmacêutico da Vermelha, da Azul, Verde e assim por diante. Hoje, toda área tem um farmacêutico responsável pela assistência”, enfatizou.

Em seguida, de acordo com a farmacêutica, foi implementado um sistema de controle e logística informatizado. “O Gesthosp foi de criação exclusiva do Núcleo de Processamento de Dados do hospital. Hoje, todos os indicadores são registrados, desde a entrada até a saída dos medicamentos. Seguindo as instruções de trabalho definidas pela equipe de Farmacêuticos do SAF/HGE”, contou.

Na parte de organização de dispensação dos medicamentos para pacientes, ela mencionou que todo elenco padronizado sai das seis farmácias satélites do hospital identificados e seguindo as metas internacionais de segurança do paciente, “especialmente as metas 1, 2 e 3, que se referem aos registros, comunicação segura e identificação dos medicamentos potencialmente perigosos, onde se tem uma vigilância maior”.

“Hoje, cada área recebe as medicações dos pacientes identificadas com os nomes e separados de acordo com os horários, manhã, tarde e noite. As medicações são encaminhadas pela farmácia satélite e não são liberadas até acontecer a dupla checagem, onde quem recebe as medicações no posto de enfermagem confere com o profissional da farmácia o recebimento de cada item, ambos assinando o controle. Isso é o que há de mais moderno na segurança medicamentosa, evitando eventos adversos”, afirmou a farmacêutica.

Comentou ainda que todos os indicadores de gestão são encaminhados para a gerência, até o quinto dia do mês, com os registros de tudo que entrou e saiu do HGE, o que tem de estoque, medicamentos de alta rotatividade, entre outros. E sempre fazendo comparativos dos indicadores do mês anterior.

De acordo com ela, em todas as farmácias das áreas do HGE são realizadas as chamadas intervenções farmacêuticas, onde quaisquer eventos técnicos ou clínicos são pontuados de imediato pelo farmacêutico. “Posologia, forma farmacêutica, dose, interações, substituição, entre outros, requerem a intervenção do profissional de imediato” explicitou.

A farmacêutica hospitalar Ingrid França contou que hoje existe um manual farmacêutico em todas as áreas do HGE.  “Tudo está padronizado! Possuímos instruções de trabalho para as ações dos profissionais, livro passagem de plantão dos profissionais de nível médio, rótulo de controle de validade das medicações e identificação por cor no estoque, entre outras ações”.

Já a farmácia clínica, segundo explicitou a farmacêutica clínica Ana Laura Cândido, reconhece potenciais problemas relacionados a medicamentos tendo como principais atividades a atenção à prescrição médica, verificando posologias e ajustes necessários de drogas, vias de administração, possíveis incompatibilidades, interações medicamentosas, reações adversas, alergias, tempo de tratamento e propondo alterações de acordo com a sua avaliação. O farmacêutico exerce suas atividades junto à equipe multiprofissional (médicos, enfermeiros, psicólogos, etc) e ao paciente. Além dele, a prescrição e prontuário são suas principais fontes de dados.

“Esse novo método de trabalho vem promovendo avanços tanto para o hospital como para o paciente, com redução de custos e melhorias na farmacoterapêutica. E tudo inicia a partir da anamnese do paciente, onde observamos todas as doenças pré-existentes e avaliamos as medicações que já tomava, fazendo a conciliação medicamentosa e adequando as medicações em conjunto com os outros profissionais”, declarou.

A farmácia clínica foi regulamentada pelo Conselho Federal de Farmácia em 31 de outubro deste ano. O HGE tinha iniciado o processo um mês antes, em setembro, segundo afirmou Michelle Oliveira. “Estamos com farmacêutico clínico na UTI com previsão de expansão para todo o hospital a partir de agora”, comemorou.

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