HGE atende 1.623 vítimas de agressões nos primeiros nove meses deste ano

HGE atende 1.623 vítimas de agressões nos primeiros nove meses deste ano

Por Assessoria | Edição do dia 3 de novembro de 2020
Categoria: Notícias | Tags: ,,,


Foto: Reprodução

O Hospital Geral do Estado (HGE) já assistiu 1.623 vítimas de agressões este ano. O número aponta para uma redução de 11% na comparação com o mesmo período de 2019, quando foram contabilizados 1.844 atendimentos da mesma modalidade assistencial.

De acordo com o Núcleo de Estatística do HGE, nos primeiros nove meses deste ano, foram 697 agressões corporais, 483 agressões por arma branca e 443 por arma de fogo. Já no mesmo período do ano passado, as agressões corresponderam a pouco mais de 3% dos atendimentos registrados na maior unidade de urgência e emergência de Alagoas.

A porcentagem pode parecer pouca, mas, a representatividade é grande. Quem sabe muito bem disso é o gesseiro Anderson Marques da Silva, de 25 anos. Ele estava chegando à casa de sua mãe, no bairro do Jacintinho, em Maceió, quando encontrou seu ex-sogro na calçada. Inesperadamente, após uma rápida conversa, ele foi atingido com uma faca.

“Eu havia comprado um carro e ele foi cobrar o pagamento da parcela antes do vencimento. Informei que iria pagar, mas que, naquele momento, não estava com o dinheiro. Até a data do vencimento informei que entregaria a quantia. Foi quando ele rebateu, dizendo que ex-sogro não é família e me golpeou. Fiquei assustado! Ele correu, eu entrei no carro e fui até a oficina do meu tio, que me levou a UPA [Unidade de Pronto Atendimento]”, recordou.

Admitido no último dia 25 de setembro, Anderson Marques da Silva só deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) um mês depois. E, na semana passada, ele recebeu alta médica e retornou ao convívio de sua família. Para a médica Rafaela Tenório, a recuperação do trabalhador é motivo de satisfação, pois o quadro de saúde de dele esteve muito grave, por vezes, deixando toda a equipe multidisciplinar em alerta.

“O ferimento atingiu o estômago, os pulmões e os intestinos. Na primeira cirurgia houve a correção de todos os ferimentos e a instalação de drenos nos pulmões. Evoluiu com piora clínica uma semana depois, pois os pontos internos se romperam e necessitou de outra intervenção. Dessa vez, além de reforço nos pontos e lavagem do abdome, também foi feita a colostomia (bolsa para saída de fezes). Na semana seguinte, foi submetido à nova cirurgia para remover um abscesso entre os intestinos. Junto a tudo isso, os pulmões não estavam funcionando bem e isso exigiu, além de todo o tratamento medicamentoso que já existia, a confecção da traqueostomia”, relatou a médica.

Para o gerente do HGE, Paulo Teixeira, a história de Anderson Marques da Silva mostra a importância do HGE para milhares de alagoanos que são usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). “A nossa missão é salvar vidas. Anderson é um exemplo de tantas vidas que são cuidadas e voltam para os seus lares. Só este ano, somados todos os motivos de atendimento, dos mais de 77 mil feitos pelos profissionais do HGE, quase 80% apresentaram condições para voltar para casa. E não estou incluindo nesse quantitativo aqueles que foram transferidos para outras unidades de saúde, onde também receberam a atenção que necessitaram”, pontuou.

Deixe uma resposta

Publicidade
 
 
Publicidade

2019 O dia mais - Todos os direitos reservados