Por:  
Redação

Greve Geral: Manifestações interditam vias da capital e interior  


Publicado em:  14/06/2019
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Trecho próximo a Praça Lucena Maranhão no Bebedouro (Foto: Reprodução)

Os protestos contra a reforma da previdência já começaram cedo em várias partes de Maceió e nas estradas que cortam as regiões do estado. A marcha dos estudantes, centrais sindicais e demais trabalhadores estava marcada para ás 15h desta sexta, mas os acessos aos bairros do Benedito Bentes, Bebedouro, Mutange e a BR-104, no sentindo Ufal, foram completamente bloqueadas por pneus em chamas.

 As interdições também ocuparam trechos de Marechal Deodoro, onde os manifestantes fizeram uma corrente humana na Ponte Divaldo Suruagy e impediram a passagem de veículos, o acesso ao Polo Cloro químico segue no mesmo processo de bloqueio. Outra BR congestionada é a 316 em Satuba, além de União dos Palmares e Teotônio Vilela.

A luta engaja está engajando protestos de diversos tipos, inclusive contra os cortes da educação, que impulsionou milhares de manifestantes por todo o país. Para a representante do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Alagoas (Sinteal), o movimento mantém o direito de expressão do cidadão e todo o ato contra o atual governo representa resistência, valorização e demonstra a insatisfação do povo.

“O Brasil parou, está na rua em diversos pontos de Alagoas. Esse ato vai permanecer até a hora que for preciso para que a gente cause parada mesmo nos postos de trabalho  para dizer aos patrões  que os trabalhadores estão buscando seus direitos. Não é possível que em cinco meses o governo queira tirar toda uma história de luta por direitos", disse, Maria Consuelo Correia, presidente do Sinteal.

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Movimento do MST bloqueia AL-101, em Junqueiro (Foto: Reprodução)

Mesmo com o trânsito congestionado e a queima de pneus, toda a mobilização está sendo passiva e nos pontos mais críticos – como em partes da AL-101 Sul e Norte – a Polícia Militar fez negociações e a vias de acesso a Pilar, Junqueiro e para a capital foram liberadas.

O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Maceió (Sindpref), Sidney Lopes afirmou que a expectativa é de que até o inicio real dos protestos, o número de manifestantes deve triplicar. Ele reforçou que, além dos pedidos contra a reforma, os servidores municipais também irão cobrar reajustes salariais.

"Estamos dando nossa contribuição porque essa reforma só prejudica a classe mais pobre. Ninguém acredita na politica, então estamos nas ruas. Esperamos que com essa luta, a reforma pare. Queremos protestar pela reposição salarial da classe que até agora não saiu, essa greve é para mostrar que só o povo nas ruas vai dar jeito nesse país", declara, Sidney Lopes.

Assim como nas últimas mobilizações da educação, os manifestantes irão se concentrar em frente ao Cepa e seguir pelas ruas de Maceió até o centro.

Confira fotos do protesto

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