Greve dos bancários fecha agências em todo estado de Alagoas

Canais alternativos ficam disponíveis para várias operações; categoria pede 16% de reajuste e melhores condições de trabalho.

Por | Edição do dia 6 de outubro de 2015
Categoria: Alagoas, Notícias


Por unanimidade, bancários rejeitam proposta da Fenaban (Foto: Assessoria)

Por unanimidade, bancários rejeitam proposta da Fenaban (Foto: Assessoria)

Nesta terça-feira (06), os bancários de Alagoas e de todo país entram em greve por tempo indeterminado. A decisão aconteceu após assembleia realizada na última quinta-feira (01). A paralisação terá início na próxima terça-feira (06) e é uma resposta à Fenaban que ofereceu uma proposta de 5,5% de reajuste, considerada pela categoria como vergonhosa.

Segundo o Presidente do Sindicato dos Bancários de Alagoas, Jairo França, é uma paralisação de nível nacional, todos os bancos não vão funcionar, bancos do estado e do interior. “A Fenaban apresentou na última negociação uma das piores propostas dos últimos anos de reajuste para o piso e verbas salariais. Os banqueiros querem trocar nosso aumento por um abono que não faz parte dos salários e ainda é sujeito a descontos no INSS, além de imposto de renda”, disse.

os clientes poderão fazer saques, transferências e outras operações por canais alternativos de atendimento, como caixas eletrônicos, internet banking, aplicativos no celular (mobile banking), telefone, além de casas lotéricas, agências dos Correios, redes de supermercados e outros estabelecimentos credenciados.

Os bancários pedem reajuste salarial de 16% com piso de R$ 3.299,66. A Fenaban apresentou uma proposta de reajuste de 5,5%, com piso de R$ 1.321,26 a R$ 2.560,23.  Na última sexta-feira (2), o Comando Nacional enviou um oficio à Fenaban, para oficializar a aprovação de greve nacional unificada pela categoria.

O que pede a categoria e o que oferecem os bancos
Os bancários querem reajuste salarial de 16%, com piso de R$ 3.299,66, e Participação nos Lucros e Resultado (PLR) de três salários mais R$ 7.246,82. A categoria também reivindica vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá de R$ 788 cada. A categoria também pede pagamento para graduação e pós, além de melhorias nas condições de trabalho e segurança.

A proposta apresentada pela Febraban, rejeitada em assembleias, oferece reajuste salarial de 5,5%, com piso entre R$ 1.321,26 e R$ 2.560,23. A Federação propôs ainda PLR pela regra de 90% do salário mais R$ 1.939,08, limitado a R$ 10.402,22 e parcela adicional (2,2% do lucro líquido dividido linearmente para todos, limitado a R$ 3.878,16).

Foram também propostos os seguintes benefícios: auxílio-refeição de R$ 27,43, auxílio-cesta alimentação e 13ª cesta de R$ 454,87,auxílio-creche/babá de R$ 323,84 a R$ 378,56, gratificação de compensador de cheques de R$ 147,11, qualificação profissional de R$ 1.294,49, entre outros.

Greves em 2013 e em 2014
No ano passado, os bancários fizeram uma greve entre 30 de setembro e 06 de outubro. Os trabalhadores pediam em reivindicação inicial reajuste salarial de 12,5%, além de piso salarial de R$ 2.979,25, PLR de três salários mais parcela adicional de R$ 6.247 e 14º salário. A categoria também pedia aumento nos valores de benefícios como vale-refeição, auxílio-creche, gratificação de caixa, entre outros. A greve foi encerrada após proposta da Fenaban de reajuste de 8,5% nos salários e demais verbas salariais, de 9% nos pisos e 12,2% no vale-refeição.

Em 2013, os trabalhadores do setor promoveram uma greve de 23 dias, que foi encerrada após os bancos oferecerem reajuste de 8%, com ganho real de 1,82%. A duração da greve na época fez a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) pedir um acordo para o fim da paralisação, temendo perdas de até 30% nas vendas do varejo do início de outubro.

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