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FPI São Francisco comemora bons resultados

Da redação com Assessoria / 5:42 - 18/05/2016


O Programa de Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) São Francisco chega em sua fase final da primeira etapa da operação deste ano. Durante o ano ocorrem duas etapas, cada uma com duração de um semestre. O objetivo é diagnosticar os danos ambientais na Bacia do Rio São Francisco e adotar medidas preventivas e de responsabilização dos agentes causadores das degradações ao meio ambiente. Nesta semana a fiscalização da produção de carvão vegetal através do desmatamento de mata e a soltura de pássaros ganharam destaque.

A produção de carvão vegetal decorrente do desmatamento de mata nativa da Caatinga foi alvo da Fiscalização Preventiva Integrada da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco nesta terça-feira (17).

Na zona rural do Município de Senador Rui Palmeira, órgãos públicos que integram a equipe flora recolheram 51 sacos de carvão vegetal. Parte deles foi encontrada próximo a um forno artesanal.

A equipe suspeita que o comprador do produto (atravessador) passaria no local para recolher e levá-lo para Arapiraca. “Levantamos informações de que o carvão produzido na região está sendo transportado para lá e  que há muitos outros fornos como este espalhados na região”, disse a coordenação do agrupamento.

Proveniente de desmatamento irregular, a lenha passa por um processo de carbonização nos fornos de carvão. “A equipe identificou em sua maioria o uso de Catingueira e Angico, que fazem parte da vegetação arbustiva nativa da Caatinga”, completou o coordenador.

Segundo ele, o trabalho nos fornos é insalubre devido ao calor e fumaça gerado no local. Há também muita fuligem durante o processo de ensacamento do carvão, que é considerado um produto perigoso porque tem potencial de combustão espontânea.

“Além disso, a fumaça liberada pelo carvão vegetal na atmosfera contribui para o efeito estufa”, destacou o representante da equipe integrada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA) e Batalhão de Polícia Ambiental (BPA).

Os dois institutos lavraram autos de infração por depósito de lenha sem comprovação de origem e falta de licença para armazenamento. Aproximadamente 35 m3 de madeira foram apreendidos

Em outro local, a equipe interditou uma fábrica rudimentar de tijolos, que pode servir de base para construção de mais fornos de carvão vegetal.

Veja vídeo da soltura dos pássaros:


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