FPI do São Francisco interdita matadouro clandestino no Sertão

Duas pessoas foram conduzidas à Delegacia Regional

FPI do São Francisco interdita matadouro clandestino no Sertão

Duas pessoas foram conduzidas à Delegacia Regional

Por | Edição do dia 14 de novembro de 2018
Categoria: Notícias, Regionais | Tags: ,,,


csm_abatedouro-FPI3_9ab2c8c092

Um abatedouro clandestino que funcionava na periferia de Santana do Ipanema, município do Sertão alagoano, foi interditado, na noite desta terça-feira (13), pela Fiscalização Preventiva Integrada (FPI), coordenada pelo Ministério Público do Estado de Alagoas (MPE/AL).

Os abatedores foram pegos em flagrante enquanto cortavam a carne dos animais. Dois grandes caldeirões cozinhavam as vísceras de cinco porcos abatidos momentos antes da chegada da equipe de fiscalização. Estes já se encontravam armazenados em um casebre de madeira, aos fundos do terreno, sem qualquer apego à higiene ou inspeção sanitária.

Em meio aos caldeirões e grandes mesas de corte, cabeças de porcos penduradas com guinchos escorriam sangue fresco que molhava o chão, dividido entre cachorros, gatos e crianças que transitavam normalmente. O abatedouro funcionava aos fundos de um aglomerado de pequenas casas onde mora uma família, que vivia direta ou indiretamente do abate clandestino.

Devido à situação social e econômica da família, apenas os dois líderes do abatedouro foram encaminhados à Delegacia Regional de Santana do Ipanema e responsabilizados criminalmente com base no artigo 54 da Lei 9605/98 de crimes ambientais, popularmente conhecida como Lei da Vida, com pena de um a quatro anos, sendo passível de fiança.

csm_abatedouro-FPI1_bd0bdbd260

Os representantes do IMA ainda lavraram dois autos de infração por falta de licença ambiental e por lançamento de resíduos. Juntas, as multam superam o valor de R$ 6 mil. Já a Adeal encaminhou os porcos abatidos, mais de 300 quilos de carne, para incineração.

“Percebemos que as pessoas não tinham a informação necessária. São cinco pessoas da mesma família que só vivem disso. O impacto vai ser muito grande e é bastante provável que eles não voltem a trabalhar com isso”, contam os técnicos da equipe Produtos de Origem Animal e Produtos Perigosos, formada por membros do BPA, Adeal (Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas), CRMV (Conselho Regional de Medicina Veterinária), CREA, IMA, PRF e MP/AL.

Deixe uma resposta

Publicidade
 
 
Publicidade

2019 O dia mais - Todos os direitos reservados