Folha de S. Paulo aponta “laranjas” no PSB alagoano

Por Redação | Edição do dia 20 de novembro de 2020
Categoria: Alagoas, Notícias | Tags: ,,,,


Reportagem do jornal Folha de S. Paulo desta sexta-feira (20) revela que ao menos duas candidatas a vereadora pelo PSB de Alagoas podem ter sido usadas como “laranja”. O PSB é o partido controlado em Alagoas por João Henrique Caldas, o JHC, candidato a prefeito de Maceió. Ele enfrenta neste segundo turno o candidato do MDB, Alfredo Gaspar. A forte suspeita é de que as duas mulheres se registraram apenas para receber o dinheiro de campanha – que teria sido repassado para outros políticos da legenda.

Foto: Reprodução

A fraude usa a obrigação que os partidos passaram a ter – de cotas para negros e mulheres – para montar o esquema. As duas mulheres que teriam sido “laranjas” do PSB são Rafinha Costa e Michelly Freitas. Elas declaram ter usado, cada uma, cerca de R$ 60 mil dos recursos públicos, mas tiveram votação insignificante. Ou seja, o dinheiro não era para elas, e a campanha de ambas não existia. É caso para investigação policial e no âmbito da Justiça Eleitoral.

Leia abaixo um resumo da reportagem da Folha sobre as “laranjas” do PSB, o partido que quer governar Maceió.

A análise da lista de votação dos candidatos a vereador em todo o Brasil que declararam gasto de verba pública de campanha superior a R$ 10 mil mostra que, dos 100 concorrentes que obtiveram o pior desempenho, 81 são mulheres – dos 19 homens, 16 são negros.

Duas candidatas do PSB a vereadora em Maceió apresentam situação suspeita diante da verba que usaram em contraste com a votação pífia. Rafinha Costa teve 14 votos. Michelly Freitas, 20. Ambas declararam gasto de dinheiro público de cerca de R$ 60 mil cada uma, obtendo uma votação menor do que a do número de cabos eleitorais que afirmam ter contratado. Ambas disseram ter mandado confeccionar, cada uma, 100 camisetas de campanha.

Michelly Freitas afirmou ter feito campanha e realizado os gastos declarados. “Eu fiz a minha parte. Eu fiz a equipe. O povo que decidiu”, disse, demonstrando espanto quando a reportagem informou a ela o custo do voto.

“Fui pra vários bairros da capital de Alagoas. Fiz corpo a corpo. Eu vi que esse negócio de vírus não existe, existe pra quem ficar com isso na cabeça. Foi o governo que criou esse vírus. Tenho material, sim. Posso te enviar, o santinho, mando sim. As pessoas votaram em mim e votaram no meu candidato, que é o JHC. Eu faço parte do partido, do PSB, sou filiada”.

Sobre a confecção das camisetas, afirmou que ainda tinha o material e que iria mandar foto. “Vou mandar agora”, disse, antes de desligar, mas acabou não enviando.

Rafinha Costa afirmou que em Maceió houve uma eleição de muito aprendizado, “onde houve muita traição, até das pessoas que foram contratadas” e não votaram nela, “mesmo com todo o gasto investido”.

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