Federação ainda não “crava” se o Alagoano vai continuar

Por Thiago Luiz - Estagiário | Edição do dia 20 de abril de 2020
Categoria: Esportes, Futebol Alagoano


Com a crise causada pelo novo coronavírus e sem avanços no controle da pandemia, as entidades do futebol veem os prazos estabelecidos anteriormente acabarem e nenhum sinal de quando a bola pode voltar a rolar e a situação vai se normalizar. Por isso, prorrogação no tempo de suspensão dos campeonatos e das atividades das federações e ligas só aumentam. Na última semana, a Federação Alagoana de Futebol (FAF), por exemplo, determinou que a suspensão, que ia até o dia 20, se estenda até 30 de abril.

Quem se manifestou também nos últimos dias foi o presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF), Reinaldo Carneiro Bastos. Ele garantiu que o Paulistão será “resolvido” com bola rolando e ainda este ano. O posicionamento do presidente se deu após uma reunião com os clubes que concordaram em unanimidade, segundo Reinaldo, em terminar a competição “dentro de campo”.

Apesar das afirmações, o representante da FPF disse que quando as atividades forem retomadas, o cenário encontrado nos estádio será distinto do habitual. “Temos que nos preparar para a volta, porque vai ser um futebol diferente, não dentro de campo, mas na hora de cuidar da saúde de todo mundo: jogadores, torcedores, comissão técnica, maqueiro”

O retorno do futebol em São Paulo, em Alagoas e em todo o Brasil está condicionado a diversos fatores. Como a “permissão” das autoridades políticas e de saúde. E por essa burocracia ainda não se pode estipular um prazo para a normalização das atividades. “É impossível se falar em data hoje. Quem pode determinar, autorizar o retorno do futebol são as autoridades de saúde e governos. Temos que aguardar essa manifestação, mas não podemos ficar de braços cruzados”, completou o dirigente.

Em concordância com as palavras da entidade paulista, o presidente da FAF, Felipe Feijó, disse que a entidade alagoana corre contra o tempo para solucionar os problemas do calendário, mas é preciso esperar a “poeira baixar”.

“Acredito que o intuito de todos é terminar a competição dentro de campo, mas não podemos ‘cravar’ decisões nem especular soluções tendo em vista a dificuldade de previsibilidade do momento”, disse Feijó.

O representante da entidade de Alagoas disse que ainda não existe um prazo “limite” para começar a pensar no cancelamento do Estadual. Segundo ele, todos estão se mantendo otimistas e a possibilidade de não realizar o término da competição ainda não foi cogitada.

Já do lado dos principais clubes alagoanos, CRB e CSA, as ideias divergem. Em entrevista a uma emissora de rádio, Rafael Tenório, presidente do Azulão, que já tinha explicitado seu pensamento pelas redes sociais, reiterou a posição a favor das decisões tomadas pelos responsáveis no combate à Covid-19 de não realizar partidas. Para ele, não faz sentido ter jogos sem a presença de torcedores.

Discordando, Marcos Barbosa, mandatário do Galo, também reforçou a sua opinião. Para o presidente regatiano, os jogos precisam voltar a acontecer o quanto antes, mas sem torcida presente. O retorno do futebol, para Barbosa, tem que ser imediato para não prejudicar ainda mais os clubes, principalmente no aspecto financeiro.

Mas, independente do posicionamento dos clubes e dirigentes, as entidades responsáveis pela realização de competições precisa seguir as orientações dos órgãos de saúde. Depois do dia 30, quando está previsto o término da suspensão do Alagoano, a FAF ainda vai estudar se prorroga o prazo, ou determina o retorno das atividades.

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