Fecomércio lamenta suspensão do comércio e estima prejuízo de R$1,6 bilhão em AL

Por meio de nota, divulgada nesta terça-feira, 7, a Fecomércio se posiciona contra prorrogação da suspensão de atividades do setor terciário

Fecomércio lamenta suspensão do comércio e estima prejuízo de R$1,6 bilhão em AL

Por meio de nota, divulgada nesta terça-feira, 7, a Fecomércio se posiciona contra prorrogação da suspensão de atividades do setor terciário

Por | Edição do dia 7 de abril de 2020
Categoria: Economia, Notícias | Tags: ,,,,


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Foto: Divulgação

Por meio de nota divulgada nesta terça-feira, 7, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio AL) lamentou a prorrogação do período de paralisação das atividades comerciais decidido pelo Governo de Alagoas e oficializado por meio de decreto nessa segunda-feira, 6, como medida ao combate da Covid-19. As atividades permanecem suspensas até o dia 20 de abril. A Fecomércio estima um prejuízo de R$1,6 bilhão e aumento de desempregados no estado.

Segundo a Fecomércio, o setor terciário (comércio e serviços) corresponde, em Alagoas, 49% do PIB, “sendo responsável por empregar 66% dos trabalhadores celetistas e por 83,33% dos empreendimentos existentes, respondendo por 44% da arrecadação do ICMS no Estado”. Com a paralisação das atividades, a entidade alerta sobre o risco de recessão.

De acordo com assessoria econômica da entidade, estima-se uma perda diária de R$53 milhões nas atividades do comércio e de serviços. Com a prorrogação da paralisação de atividades, o prejuízo acumulado será de R$1,6 bilhão. Esses dados não levaram em consideração os serviços de eletricidade, água, gás, esgoto, alimentação e de saúde privada, já que são serviços que tiveram as funcionalidades garantidas desde o primeiro decreto estadual lançado no dia 20 de março.

A Fecomércio ainda apontou que o relatório de Mobilidade da Comunidade, o Community Mobility Reports, do Google, lançado no dia 29 de março deste ano, revelou que, em Alagoas, houve queda de 77% nas vendas e consumo de lazer; de 79% nos estacionamentos; de 76% nas linhas de ônibus; e de 35% no ambiente de trabalho. Somente o consumo residencial aumentou, que corresponde a 17%. “Embora os dados sejam sobre mobilidade urbana, refletem queda de consumo também, pois se as pessoas não podem circular nestes locais, deixam de movimentar a economia nestes ambientes”.

A Fecomércio também afirmou que, apesar da paralisação, as empresas continuam com compromissos financeiros a serem cumpridos e que as medidas trabalhistas anunciadas pelo governo federal, e normas tributárias nas esferas federal, estadual e municipal, não são suficientes para equilibrar as contas. Sendo assim, o desemprego, que já está presente na vida de 13,6% dos alagoanos (dado referente ao quatro trimestre de 2019), deve aumentar.

Por fim, a entendida pede para que um equilíbrio entre interesses do setor produtivo e social seja estabelecido e se posiciona contra a prorrogação para o não funcionamento das empresas.

A seguir, leia a nota na íntegra:

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio AL) lamenta a decisão do Governo do Estado em prorrogar, até o dia 20 de abril, a paralisação das atividades comerciais. A entidade reconhece o momento difícil pelo qual passa a sociedade e a importância de somar esforços no combate à pandemia do Covid-19. Entretanto, defende que é preciso encontrar um equilíbrio entre os interesses econômicos e sociais.

O setor Terciário (Comércio e Serviços) representa, em Alagoas, 49% do PIB, sendo responsável por empregar 66% dos trabalhadores celetistas e por 83,33% dos empreendimentos existentes, respondendo por 44% da arrecadação do ICMS no Estado. Com uma participação tão ativa na economia, não há dúvidas de que uma paralisação massiva, embora voltada a um bem maior, afeta os negócios e prenuncia uma recessão. Por isso, desde a publicação do Decreto Legislativo nº 6, no dia 20 de março, a Fecomércio posiciona-se frente ao governo contra a prorrogação do não funcionamento das empresas.

Um levantamento da assessoria econômica da Fecomércio já apontou que, excluindo serviços essenciais não afetados com a suspensão (eletricidade, água, gás, esgoto, alimentação e serviços de saúde privados), estima-se uma perda diária de R$ 53 milhões de reais nas atividades do Comércio e de Serviços. Com a prorrogação até o dia 20 de abril, o prejuízo acumulado será de R$ 1,6 bilhão.

O Community Mobility Reports (Relatório de Mobilidade da Comunidade)1, do Google, revela que, em Alagoas, houve queda de: 77% nas vendas e consumo por lazer; 79% nos estacionamentos; 76% nas linhas de ônibus; e 35% no ambiente de trabalho. Apenas o consumo residencial registrou aumento (17%). Embora os dados sejam sobre mobilidade urbana, refletem queda de consumo também, pois se as pessoas não podem circular nestes locais, deixam de movimentar a economia nestes ambientes.

Em contrapartida, as empresas continuam com compromissos financeiros a honrar e, embora medidas trabalhistas tenham sido anunciadas pelo governo federal, assim como normas tributárias nas esferas federal, estadual e municipal, tais iniciativas não serão suficientes para equilibrar as contas face ao desaquecimento de suas atividades. Como consequência, o desemprego, que já alcança 13,6% 2 dos alagoanos, certamente aumentará.

Por todo o exposto, a Fecomércio reitera que é preciso equilibrar os interesses da sociedade e do setor produtivo para que o desenvolvimento seja contínuo, criando oportunidade a todos.

José Gilton Pereira Lima

Presidente

1 De 29 de março de 2020.

2 Último dado divulgado. Refere-se ao quarto trimestre de 2019.

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