Expressão: Mais presídios

Expressão: Mais presídios

Por | Edição do dia 11 de novembro de 2018
Categoria: Notícias, Política | Tags: ,,,,,


2018-11-10

     A coluna expressão trás uma visão do novo cenário político brasileiro (Foto: Ilustração/divulgação)

Há no Brasil mais de setecentos mil presos, o que coloca o País em terceiro lugar no ranking de população carcerária. Isso mostra que a polícia brasileira prende muito. Ou então, que há muitos bandidos no País.

Mas estudos do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) divulgado em janeiro de 2017 mostraram que havia mais de quatro mil mandados de prisão aberto no País. Em junho deste ano, o mesmo CNJ atestou que esse número era de pouco mais de cento e quarenta mil mandados. Ou seja: uma diferença de mais de quatro mil mandados. Não se sabe como foi possível esse fenômeno. Há poucos dias, pouco mais de mil mandados de prisão foram cumpridos numa operação nacional. Isso não é nada no universo de “criminosos” com ordem de prisão desfilando pelas ruas.

De fato, houve a “inauguração” de novas unidades prisionais, mas também houve mais decretos de prisão, imagina-se que na mesma proporção que em anos anteriores. Seja como for: há muita gente presa no Brasil e muita gente que deveria estar presa, mas que, por falta de estrutura no sistema penitenciário no Brasil, está solta nas ruas.

Em Alagoas, autoridades dos organismos de segurança pública defendem a construção d e presídios. Isso ocorre num momento em que vários estudos sobre a criminalidade já comprovaram que não se combate violência com violência, mas com educação e oportunidades.

O Governo investe em armas, viaturas, munição, coletes à prova de balas, mas não investe no homem. No policial que tem família para manter e que, mesmo tendo escolhido u m a profissão de risco, merece uma melhor qualidade de vida.

Uma polícia bem aparelhada mostra que o Governo cuidou de um lado da situação e esqueceu-se do outro. O aparelhamento não torna o policial imortal. Prepara o homem para uma guerra que ele não começou.

Investimento s e m educação nas comunidades mais vulneráveis à cooptação do crime e o aparelhamento da inteligência policial são necessários. Policial inteligente não troca tiros com o inimigo que ele não vê. A polícia inteligente investiga, cerca, prende e entrega à Justiça.

De fato, há um déficit gigantesco de penitenciárias no País, o que leva a um sistema carcerário superlotado, sem capacidade de ressocializar ninguém e o que é mais grave: tornar um ladrão de galinhas num líder de facção criminosa. Da forma como funcionam no Brasil, os presídios são, de fato, faculdades do crime.

                 

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