Ex-secretário de município sertanejo é preso em operação contra fraude na compra de remédios

Por Redação com assessoria | Edição do dia 13 de outubro de 2020
Categoria: Notícias, Polícia | Tags: ,,


Foto: Reprodução

Uma operação foi deflagrada na manhã desta terça-feira, 13, em um município do Agreste, para cumprir um mandado de prisão temporária contra um ex-secretário de Articulação Política de um município localizado no Sertão de Alagoas. Além do mandado de prisão, dois mandados de busca e apreensão foram expedidos para coletar elementos relacionados às investigações na área da saúde. Dois contratos que somam cerca de R$250 mil são alvos da apuração.

A operação está sendo realizada pelo Grupo de Atuação Especial no Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público de Alagoas (MPAL), com o apoio da Polícia Militar.

De acordo com as investigações conjuntas do Gaeco e da 4ª Promotoria de Justiça de Santana do Ipanema, o ex-secretário municipal participou de fraudes cometidas por empresários do ramo de medicamentos, os quais teriam fornecido notas fiscais para uma determinada prefeitura sertaneja, sem o devido repasse dos remédios supostamente adquiridos. O município investigado, por sua vez, pagou grandes quantias para essas empresas responsáveis, sendo que parte dos valores foram destinados a agentes públicos, configurando o crime de corrupção.

Durante o cumprimento dos mandados, as diligências resultaram na apreensão, dentre outras coisas, de dispositivos eletrônicos e documentos. Tudo isso será levado para a sede do Gaeco para fins de análise por parte dos promotores de Justiça.

Embolia

O nome da operação, Embolia, remete à obstrução de vasos pelo deslocamento de um trombo (coagulação de sangue) até o local da obstrução. No caso da investigação, os agentes envolvidos geraram uma obstrução dos recursos públicos que, em vez de serem destinados à saúde, acabaram por culminar com o enriquecimento pessoal dos investigados.

A operação Embolia é um desdobramento da operação Sepse, anteriormente deflagrada pelo Gaeco. Após o estudo de tudo o que foi apreendido, das provas produzidas e da oitiva dos envolvidos, o Gaeco irá remeter o procedimento criminal ao Poder Judiciário.

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