Estoques de medicamentos podem se esgotar em Alagoas

Conselho Federal de Farmácia afirmou que a compra desenfreada pode prejudicar pessoas com doenças crônicas

Estoques de medicamentos podem se esgotar em Alagoas

Conselho Federal de Farmácia afirmou que a compra desenfreada pode prejudicar pessoas com doenças crônicas

Por | Edição do dia 20 de março de 2020
Categoria: Coronavírus | Tags: ,,,,,


medicamentos

(Foto: Ilustração)

Muito se especula sobre quais medicações uma pessoa que adquiriu o novo coronavírus deve utilizar durante um tratamento. E diante dos últimos acontecimentos envolvendo a doença mundial, o Conselho Federal de Farmácia em Alagoas divulgou uma nota nessa sexta-feira (20) para esclarecer e orientar a população sobre o uso indiscriminado de medicamentos sem uma avaliação médica.

Segundo a conselheira do órgão, Mônica Meira, é necessário se privar de comprar diversos tipos de remédios sem antes confirmar se a pessoa realmente precisa. Além disso, como não há vacinas e nem descobertas comprovadas sobre medicações que combatem a covid-19, essa busca pode acabar com o estoque de produtos e prejudicar pacientes que sofrem de doenças como lúpus e demais casos.

“O uso racional de medicamentos deve ser praticado por toda a sociedade, observando por priorizar a aquisição de medicamentos pelo público que se encontra em risco. A automedicação pode causar um problema ainda mais sério do que a Covid-19”, explica a Conselheira através da nota.

Diante da situação, a responsável pelo órgão ressalta que é preciso seguir as orientações oficiais da Organização Mundial da Saúde (OMS), do Ministério da Saúde e das Secretarias estaduais e municipais para tentar evitar qualquer atitude que cause pânico entre a sociedade alagoana.

Ibuprofeno e Coronavírus

Nas últimas semanas a Organização Mundial da Saúde havia classificado medicamentos a base de ibuprofeno como não recomendável para tratar a gripe causada pelo coronavírus. No entanto, o órgão voltou atrás e afirmou não ter conhecimento sobre efeitos negativos do remédio. Porém, o Ministério da Saúde no Brasil resolveu manter a restrição como forma de prevenção.

Toda essa confusão foi gerada após o órgão afirmar que o ideal seria tratar da doença com medicamentos à base de paracetamol, o que acabou contribuindo para o surgimento de dúvidas sobre o anti-inflamatório. Mas a Organização disse que estava realizando pesquisas nas duas substâncias e reforçou que não existe contra indicações.

“Estamos ciente das preocupações sobre o uso de anti-inflamatórios não esteroidais (isto é, ibuprofeno) para o tratamento da febre em pessoas com Covid-19. Após uma rápida revisão da literatura [pesquisas científicas], a OMS não está ciente dos dados clínicos ou de base populacional publicados sobre esse tópico”, afirmou a organização, em nota

Outra pesquisa médica sugeriu que pacientes com diabetes e hipertensão tratados com ibuprofeno tinham mais riscos de desenvolver quadros severos da doença. Porém, vários infectologistas afirmam que os efeitos podem ser relativos, mas que cabe ao médico escolher e receitar toda e qualquer substância medicamentosa para o paciente, ou seja, só um especialista deve cuidar do tratamento.

 

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