Espetáculo teatral retrata força e empoderamento feminino dentro dos terreiros de axé a partir de lendas de pombagiras

Recheado de músicas, danças e espiritualidade, espetáculo acontece nos dias 8, 9 e 10 de setembro no estacionamento do Complexo do Teatro Deodoro, no Centro

Espetáculo teatral retrata força e empoderamento feminino dentro dos terreiros de axé a partir de lendas de pombagiras

Recheado de músicas, danças e espiritualidade, espetáculo acontece nos dias 8, 9 e 10 de setembro no estacionamento do Complexo do Teatro Deodoro, no Centro

Por Assessoria | Edição do dia 25 de agosto de 2021
Categoria: Cultura | Tags: ,,,


O canto de resistência das religiões de matriz africana é o que o espetáculo teatral “As Marias, As Rosas e os Espinhos” vai retratar. Muita música, dança e espiritualidade na luta contra os preconceitos e a ideia de demonização sobre as entidades PombaGiras. As Marias são a representatividade das mais diversas mulheres, as Rosas são a força, o belo e a vida, já os Espinhos, são as batalhas e lutas constantes e a representação de uma árdua resistência.

O espetáculo surge de um experimento cênico para a disciplina de Laboratório de Montagem no curso de Licenciatura em Teatro da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), em 2019, criado pelos alunos Wagner Santos e Rilton Costa, ambos candomblecistas das nações Nagô e Angola respectivamente, tendo Wagner Santos ligações fortes também com a Umbanda, religião que abrange aspectos do Candomblé, Espiritismo, Catolicismo e outros.

Em cena, serão cinco mulheres interpretando as “Marias”, sendo que apenas três vão representar as lendárias Maria Mulambo, Maria Padilha e Maria Navalha com apresentações que acontecem nos dias 08, 09 e 10 de setembro no estacionamento do Complexo Cultural do Teatro Deodoro, no Centro de Maceió, às 19h30. Os ingressos serão vendidos pelo whatsapp através do link clicando aqui, que também pode ser acessado via QR Code (que está no final da matéria), ou ainda na bio do perfil do espetáculo no Instagram (@asmariasgiras). Os ingressos estão custando R$40,00 inteira e R$ 20,00 a meia.

A trama se passa em uma encruzilhada, onde as Marias vão atuar sobre três princípios importantes: RESPEITO à diversidade religiosa nos cultos de matriz africana, PODER FEMININO das entidades pombagiras e LUTA contra a demonização de entidades das religiões do Candomblé e Umbanda e toda sensualidade inata das mulheres como “tempero” dessa obra.

O diretor artístico, Wagner Santos, junto do seu co-diretor Rilton Costa, viu a oportunidade de fazer frente ao preconceito e os mitos criados sob uma ótica judaico-cristã, em sua grande maioria protestante, que não correspondem com a realidade das entidades cultuadas nos terreiros de axé. É contado no espetáculo histórias que revelam toda magia, malandragem e empoderamento feminino, que também é uma das propostas do espetáculo.

A proposta de ir além do experimento cênico foi de Alex Zampielly, amigo do diretor e proprietário e gerenciador da Auá Produções, que hoje é produtora do espetáculo. Há quase 2 anos prestando serviços de gestão, produção e projetos, a Auá Produções busca fomentar a cultura e a arte de diversos segmentos em todo o Estado de Alagoas.

O projeto do espetáculo foi submetido ao edital Prêmio Eric Valdo, da Secretaria de Estado da Cultura de Alagoas (Secult), no segmento de Artes Cênicas: Teatro, Dança, Circo e Ópera, ao qual foi contemplado. O repasse financeiro se dá pela Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc (Lei nº 14.017/2020), que é um auxílio ao setor cultural através de editais regulamentados pelo Governo Federal.

O espetáculo “As Marias, As Rosas e os Espinhos” é composto por: Wagner Santos, como diretor artístico, Rilton Costa como dramaturgo e co-diretor, Alex Zampielly como produtor geral pela Auá Produções, as atrizes Duso André, Juliana Teles, Laís Paiva, Thame Ferreira e Gi Prettah, Alan Cardoso como assistente de produção e colaborador na construção corporal, Jackie Silva como assistentes de produção, Pei Shung Fon e Paulo Canuto com a assessoria de comunicação, Roberta Brito com a fotografia, e Maciel Ferreira como colaborador na construção corporal.

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