Especialistas alertam sobre importância de fazer teste do HIV

Especialistas alertam sobre importância de fazer teste do HIV

Por Assessoria | Edição do dia 1 de dezembro de 2020
Categoria: Notícias, Saúde | Tags: ,,


Ascom SMS

O último mês do ano inicia com uma importante campanha que trata sobre um vírus silencioso, mas que se descoberto em sua fase inicial aumenta a qualidade de vida do paciente: o HIV. E para auxiliar neste diagnóstico precoce, a Secretaria Municipal de Saúde disponibiliza os testes rápidos em todas as unidades de saúde da Capital, além de um serviço especializado no Bloco I do PAM Salgadinho.

De acordo com a gerente do Programa de IST/HIV/Aids e Hepatites Virais da SMS, Teresa Carvalho, os testes são descentralizados nas unidades de saúde com o objetivo de oportunizar um tratamento precoce.

Esta terça-feira (1º) é o dia da Luta Mundial contra a Aids, que está inserido dentro do Dezembro Vermelho, mês dedicado a intensificação das ações de prevenção e combate ao vírus do HIV e Aids, como explica Teresa. “É uma oportunidade que a comunidade tem de falar um pouco sobre o HIV, porque já foi descoberto há mais de 3 décadas, o Brasil tem um importante programa de prevenção, mas ainda tem muitas pessoas que desconhecem a sua sorologia”.

Vírus pode ser silencioso

Com sintomas que inicialmente podem se assemelhar ao de uma gripe, uma pessoa infectada pelo HIV pode demorar até 10 anos para descobrir que é portadora do vírus. “É um vírus que pode não apresentar sinais e sintomas de imediato, você pode viver oito a dez anos sem nada sentir, e quando vai descobrir já está doente de Aids. Então, é muito importante que as pessoas realizem o teste, principalmente aquelas pessoas que tem relações sexuais desprotegidas”, reforça a gerente do programa de prevenção de Maceió.

Dede 2014, todos os casos diagnosticados começam logo a ser tratados. Por ser silencioso, podendo demorar a se manifestar, a possibilidade de transmissão por meio dos portadores assintomáticos aumenta . “É importante fazer o teste, porque hoje você se descobrindo portador do vírus já começa a ser tratado. A ciência já descobriu que se você for indetectável, você também não transmite o vírus, então se quebra a cadeia de transmissão, através de um tratamento precoce”, detalha Teresa.

O infectologista Renèe Oliveira atende pacientes diagnosticados com HIV e Aids no bloco I do PAM Salgadinho. Ele conta que todos os pacientes que chegam na unidade com seus exames e tudo dentro das normas, já iniciam com a medicação adequada.

“Isso traz, primeiro, a qualidade de vida dele, porque se você trata precocemente e esse paciente vai ter uma vida muito melhor, não vai desenvolver nenhuma doença oportunistas e vai controlar a sua imunodeficiência. Mas tem uma coisa que, talvez, tenha uma importância maior, que é o tratamento como prevenção, porque se o paciente consegue atingir uma carga viral baixa, ou seja, um resultado não detectável, e ele não vai transmitir”, destaca o médico.

Atendimento continuou mesmo com a pandemia

Com a pandemia do novo coronavírus, muitos atendimentos precisaram se adaptar para continuar prestando o serviço aos usuários com segurança. No caso do Serviço de Atendimento Especializado do Bloco I do PAM Salgadinho, as testagens e aconselhamentos continuaram todos os dias, os dois turnos, mas outras medidas foram tomadas.

“Nós mantivemos as consultas para quem realmente estava precisando e liberamos o medicamento por seis meses para quem estava estável. Nestes casos, foi feito o rastreamento de usuários e a equipe já via o que cada um precisava antes. Quando o usuário chegava, já entregava e eles só iam na farmácia retirar. Os casos de primeira vez o atendimento seguiu normalmente”, conta a coordenador do bloco, Géssyka Melo.

Teresa frisa que a medida foi tomada visando evitar a exposição dos usuários, que tiveram suas medicações e acompanhamentos garantidos e retornavam apenas para fazer as manutenções necessárias.

Sobre o receio de ter o diagnóstico por meio dos testes rápidos ofertados nas unidades de saúde, a gerente afirma que é preciso ser superado. “Não há porquê ter medo de se descobrir HIV, porque não é um símbolo de morte, pelo contrário, é uma oportunidade que a gente tem de ser testado, tratado e acompanhado por uma equipe qualificada”, finaliza a gerente.

Graziela França/ Ascom SMS

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