Bom Dia!, Domingo - 21 de Julho de 2019

 

Especialista dá dicas ao fazer a transição de conteúdo gratuito para o pago

Assessoria / 1:39 - 11/09/2016

Empreendedores digitais temem perder clientela ao cobrar por conteúdo, mas não podem perder oportunidade


Trata-se de estratégia comum entre empreendedores que iniciam um negócio digital oferecer conteúdo 100% gratuito, com o objetivo de fidelizar a futura clientela. O intuito é, pouco a pouco, começar a cobrar pelos serviços prestados ou produtos oferecidos via internet. No entanto, após algum tempo disponibilizando conteúdo grátis, nem sempre é fácil realizar a transição, e o receio de perder aquele público, que o empreendedor acreditava estar fidelizado, é grande. A fim de diminuir a apreensão do empresário, o empreendedor digital e idealizador dos sites Empreendedor Digital e Férias Sem Fim, Bruno Picinini, oferece alguns conselhos para que esta mudança de conteúdo gratuito para conteúdo pago seja a menos traumática possível para o empresário e seu público.

Conforme Picinini, a transição deve ser realizada com calma. Primeiramente, o empreendedor deve enviar para seus potenciais clientes alguns e-mails declarando o interesse em criar alguma ferramenta ou produto para auxiliá-los. Aproveitando o ensejo, o empreendedor deve perguntar a eles o que gostariam de saber mais em relação ao assunto que é abordado no site. Com o resultado deste questionamento em mãos, o segundo passo é a criação da ferramenta. “Algo simples, apenas para teste”, diz Picinini. O empresário deve, então, fazer uma pequena oferta para a sua lista de e-mail e verificar o resultado.

Posteriormente, o empreendedor deve oferecer, nesta lista, conteúdo informativo de qualidade e, de maneira gradativa, avisar que trará uma novidade – produto físico, digital, curso, etc. – para ajuda-los a alcançar os objetivos propostos.  “Se você fizer isso, a oferta em si não virá como uma surpresa grosseira. Será algo natural, e daí em diante, você conseguirá expandir”, garante o empreendedor digital.

O ideal, contudo, de acordo com Picinini, é que não fosse necessário o período de transição. Isto não significa, porém, que o empreendedor deva comercializar todo o conteúdo disponibilizado, sem oferecer nada gratuitamente. Agir desta forma, seria, segundo Picinini, a receita para estragar sua imagem perante o mercado em que atua. “O que existe é sempre um processo que acaba conduzindo a uma venda, porque é disso que o negócio sobrevive”, afirma. Neste sentido, o empreendedor digital recomenda que, antes de criar o conteúdo, o futuro empresário verifique e confirme que o mercado onde irá atuar tem potencial.

Após obter esta confirmação, tenha sempre algo para vender, nem que seja um produto simples, com preço baixo. “A ideia não é tanto lucrar rios de dinheiro com essa venda, mas sim aprender pelo que as pessoas estão dispostas a pagar a você”, explica o empreendedor digital. Outra vantagem de ter um produto para vender, desde o início do empreendimento, é que o público entenderá, naturalmente, com mais facilidade, que, além de oferecer conteúdo de qualidade, há algo que é necessário pagar para usufruir. “A relação já começa melhor desse jeito”, diz Picinini.

Não obstante, até 95% do material pode ser disponibilizado gratuitamente. “É, pelo menos, o que eu faço e recomendo”, afirma o empreendedor digital, ressaltando que tal proporção vale para todos os tipos de negócios: blogs, sites, lojas virtuais, etc. Segundo Picinini, sempre há conteúdo informativo que o empreendedor pode distribuir de graça. “Faz parte do processo de um bom marketing, marketing atual, em que a palavra vender é substituída pela palavra ajudar”, argumenta.


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