Escolas particulares em Maceió devem antecipar férias durante a quarentena

Categoria participará de reunião com o MPT para analisar questões trabalhistas de professores

Escolas particulares em Maceió devem antecipar férias durante a quarentena

Categoria participará de reunião com o MPT para analisar questões trabalhistas de professores

Por | Edição do dia 7 de abril de 2020
Categoria: Coronavírus | Tags: ,,,,


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Bárbara Heliodora, presidente do sindicato (Foto: internet)

Com a prorrogação do Decreto Emergencial para o dia 20 desse mês, o Sindicato das Escolas Particulares em Alagoas (Sintep/AL) afirmou nesta terça-feira (7) que as unidades de ensino em Maceió devem antecipar as férias de estudantes e professores. A medida é para conter prejuízos financeiros e didáticos durante a quarentena contra o novo coronavírus (Covid-19), que já contaminou cerca de 31 pessoas no estado.

Muitas escolas estão tentando manter o ano letivo através de aulas e exercícios virtuais, mas segundo a presidente do sindicato, a falta de aulas presenciais pode prejudicar os estudantes do ensino infantil e é por essas e outras situações que a melhor escolha será a antecipação das férias.

“Essa é uma modalidade que não pode ter ensino virtual, os alunos precisam sempre de um auxilio, do acompanhamento de algum adulto para executar as tarefas. O que podemos dizer é que nada mais será como antes depois dessa quarentena, inclusive o ensino. Estamos vendo como a participação dos pais e dos familiares é importante no processo”, disse Bárbara Heliodora.

Outra questão – que também afeta as escolas públicas – é a distribuição da carga horária e o cumprimento dos dias letivos, assim que as aulas voltarem ao normal. A representante da categoria afirmou que as unidades devem continuar com a mesma carga de horas, mas dentro de um calendário mais flexível, sendo apenas diferenciado para o ensino infantil.

Já com relação às mensalidades e descontos escolares, a sindicalista explicou que isso deve ser debatido entre pais e a gerência de cada escola. Ela também destaca que em tempo de quarentena é preciso manter a estrutura das unidades e relata que não existe uma legislação que fale sobre suspensão de pagamentos ou descontos maiores durante uma pandemia.

Mesmo seguindo as regras do decreto, a categoria irá participar de uma reunião com o Ministério Público do Trabalho (MPT) para analisar questões trabalhistas de professores e demais funcionários.

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