Entidades do Comércio preparam carta de sugestões para candidatos à Prefeitura

Documento foi elaborado pelos representantes do Fórum Permanente do Comércio com as propostas

Entidades do Comércio preparam carta de sugestões para candidatos à Prefeitura

Documento foi elaborado pelos representantes do Fórum Permanente do Comércio com as propostas

Por | Edição do dia 24 de agosto de 2016
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As 23 entidades de classe que compõem o Fórum Permanente do Comércio (FOCO) reuniram-se, nessa segunda-feira (22), no auditório do Sebrae em Alagoas, para iniciar a elaboração de um documento que será entregue aos candidatos à Prefeitura de Maceió contendo as principais reivindicações do setor que representam. Eles pretendem entregar o documento consolidado em encontros em que os políticos terão, também, a chance de apresentar suas propostas.

O diretor de Administração e Finanças do Sebrae em Alagoas, Roberval Cabral, é também o coordenador do FOCO. Os presidentes das entidades dividiram-se em pequenos grupos de trabalho para entregar suas sugestões, com propostas objetivas para temas como convívio urbano, educação, transporte, iluminação e segurança públicas, meio ambiente, saúde e tributos.

Segundo a gerente da Unidade de Políticas Públicas (UPP) do Sebrae, Renata Fonseca, que conduziu os grupos de trabalho para sugestão dos tópicos, os temas foram propostos pelos próprios integrantes do FOCO. Roberval Cabral acredita que o documento final estará pronto até o fim desta semana, quando serão marcadas as datas de apresentação aos candidatos.

“Temos aqui a presença dos líderes de cada setor. Trazer esses anseios para o FOCO é formar uma liderança maior, com a força do setor empresarial, sua responsabilidade e representatividade, não apenas para esse momento com os candidatos, mas no cotidiano do nosso trabalho. Assim, quando entrarmos no gabinete, seremos ouvidos com mais força e propriedade”, defende o coordenador do FOCO.

Os debates levantaram pontos como o tempo de locomoção das pessoas na cidade, o atendimento na saúde pública, as taxas municipais e a burocracia para obtenção de documentos para empresas – o Sindicato do Comércio Atacadista e Distribuidor do Estado de Alagoas (Sincadeal), por exemplo, citou uma dificuldade junto ao órgão de licenciamento ambiental, no qual a taxa é devidamente paga, mas o documento leva mais de um ano para ser entregue e fixado no estabelecimento comercial.

Melhor aproveitamento dos impostos

A questão dos tributos e o melhor aproveitamento da arrecadação foi tema central dos debates. De acordo com o presidente da Associação Comercial de Maceió e do Conselho Deliberativo Estadual (CDE) do Sebrae em Alagoas, Kennedy Calheiros, a capacidade contributiva do empresariado exauriu.

“Nós não podemos achar, principalmente o governo ou a atividade pública de então, que podemos cada vez apresentar uma conta maior para a população. Digo muito em palestras que um governo, seja ele municipal, estadual ou federal, é como um síndico de um grande condomínio, que arrecada e tem que voltar com serviços. Se ele não me volta com serviços, ele perde a capacidade e a moral de arrecadar. E é para isso que estamos aqui, para dividir essa conta, mas, se eu vou contribuir, eu tenho direito de opinar”, afirma Kennedy.

As pautas levantadas na reunião do FOCO, segundo o presidente da Associação Comercial, mostram o que o empreendedor precisa de um governo que venha a atender as reivindicações de toda a sociedade, de forma a gerar condições iguais aos municípios e às capitais do resto do Nordeste.

“Temos quatro setores que representam a economia de Maceió: comércio, serviços, indústria e agricultura, que já perdeu muito sua força na capital. Estamos aqui com as pessoas ligadas ao comércio, que é o maior arrecadador do município de Maceió, para poder tentar fazer um documento em conjunto sobre as dificuldades que nós temos dentro do ambiente empresarial, já que quem paga os impostos e sustentará o governo pelos próximos quatro anos são os setores produtivos”, defende Kennedy.

O coordenador do FOCO ainda destacou que essa não é uma medida motivada pela turbulência política e financeira pela qual passa o país, mas uma questão de integrar a construção da planilha de ação do próximo gestor de Maceió.

“O FOCO tem uma atividade que é mais reativa, no sentido de trazer o entendimento para as entidades representativas localizadas em Maceió. A união dessas entidades é algo anterior à crise, e não pode ser colocado como efeito de uma ‘turbulência’, quando o empresariado já vem pensando em queda de receitas, queda de vendas, desemprego. A resposta não pode ser mais impostos”, acrescenta Roberval Cabral.

O Fórum Permanente do Comércio de Alagoas reúne 23 entidades de classe e representantes dos vários segmentos do comércio para discutir temas relevantes e de interesse comum do setor. Entre seus integrantes estão a Associação Comercial, a Câmara de Dirigentes Lojistas de Maceió (CDL), a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL), a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio) e a Aliança Comercial de Maceió.

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