Empresário desmente versão de sequestrador e diz que não há dívidas em seu nome

No último domingo, 24, o empresário Rodrigo Bueno foi sequestrado por dois indivíduos em Maceió

Empresário desmente versão de sequestrador e diz que não há dívidas em seu nome

No último domingo, 24, o empresário Rodrigo Bueno foi sequestrado por dois indivíduos em Maceió

Por Redação com assessoria | Edição do dia 27 de maio de 2020
Categoria: Notícias, Polícia | Tags: ,,,,


Foto: Reprodução

Por meio de nota de esclarecimento, o empresário Rodrigo Bueno, sequestrado no último domingo, 24, em Maceió, desmente sequestrador e diz que não há nenhuma dívida em seu nome, fato esse que foi apontando por um dos investigados como o motivo para a ação criminosa. A vítima também afirmou que foi torturada pelos acusados enquanto era mantida em cárcere privado dentro de um motel.

A Polícia Civil de Alagoas (PC-AL) informou na segunda-feira, 25, que um dos acusados do crime, um guarda municipal do Rio de Janeiro, de 32 anos, informou que o sequestro foi motivado para cobrar uma quantia de R$150 mil do empresário. Ele disse que o dinheiro havia sido dado ao empresário para que ele fosse investido no mercado financeiro. Ao perceber que o negócio não ia bem e com receio de perder a quantia, a cobrança foi realizada através do ato criminoso. A PC também divulgou que, ao ser ouvido, o empresário disse que havia devolvido o dinheiro.

Nesta quarta-feira, 27, porém, Rodrigo Bueno afirmou que não há dívidas em seu nome e que o fato foi esclarecido ao delegado por meio de depoimento, o qual foi prestado na presença de seus advogados.

“Disponibilizei provas ao delegado da Polícia Civil através de cópias dos comprovantes de transferência depositados aos acusados, além de ter disponibilizado meu celular para fazer perícia, caso o delegado achasse interessante, além dos comprovantes de transferência, os quais comprovam que não há dívidas, pois tenho tanto os comprovantes dos valores que recebi, quanto os comprovantes dos valores que eu repassei ao acusado, agindo de maneira transparente e idônea para investigação e apuração dos fatos, pois eu fui vítima de um crime terrível, sem motivos”, expôs em nota.

O advogado do empresário, Cesar Filho, ainda informou que o empresário, mesmo abalado emocionalmente, compareceu voluntariamente à delegacia para disponibilizar à polícia todo o material que comprovaria que não há nada relacionado a cobrança dívidas.

Tortura

Ainda em nota, Rodrigo Bueno detalhou como ocorreu o sequestro. Ele disse que no domingo, por volta das 14h50, foi abordado por dois indivíduos fardados com uniforme da polícia. Eles teriam o obrigado a sair do carro que dirigia e, após apresentarem um suposto mandado de prisão, os indivíduos o encaminharam para outro veículo.

Em seguida, Rodrigo conta que foi encapuzado e direcionado a um motel, localizado no bairro São Jorge. Lá, ele relata que foi amordaçado com fita adesiva, algemado e que um “engasga gato” foi colocado em seu braço esquerdo. Posteriormente, um dos sequestradores o informou que ele teria apenas alguns minutos de vida porque o seu coração ia parar.

“Foi aí que deu início a uma sessão de tortura, mostrou inclusive vídeos do dia a dia do meu filho, e após isso houve a tentativa de extorsão sendo apontada uma arma a todo momento em direção a minha cabeça. Durante todo esse tempo, ele pedia uma quantia de 250 mil reais”, disse a vítima.

O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil do estado. Na segunda, o delegado José Carlos, responsável pela Seção Antissequestro e Crimes Cibernéticos da PC, disse que as investigações estavam bem adiantadas.

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