Em Alagoas, cortes no Bolsa Família afetam pessoas que vivem em extrema pobreza

Matéria publicada pelo El País aborda histórias no interior do estado

Em Alagoas, cortes no Bolsa Família afetam pessoas que vivem em extrema pobreza

Matéria publicada pelo El País aborda histórias no interior do estado

Por | Edição do dia 28 de janeiro de 2020
Categoria: Alagoas, Notícias | Tags: ,,,


Foto: Beto Macário

Carleandro, Beatriz, filhos e Ernanda, mãe de Carleandro. Foto: Beto Macário

A espera para receber o auxílio disponibilizado pelo programa Bolsa Família é hoje uma das maiores desde a criação do programa em 2003, no início do governo Lula. Informações do Ministério da Cidadania apontam um número de quase 495 mil pessoas inscritas no Cadastro Único esperando a inclusão entre os beneficiários, diante de um cenário em que 13,5 milhões de pessoas estão em situação de extrema pobreza no Brasil, segundo dados do IBGE em 2018.

Em matéria publicada nesta terça-feira, 28, pelo site El País Brasil, gestores do Bolsa Família em cidades do interior de Alagoas e famílias que precisam da ajuda do programa no estado relatam que o Governo Federal tem de fato fechado as portas para essas pessoas que estão inscritas no Cadastro Único. Segundo o Ministério da Cidadania a situação está acontecendo por conta de estudos que estão acontecendo, visando ajustes e reformulações e que em breve tudo deve se normalizar, porém a explicação não conta com datas exatas.

Entrevistado pelo El País, Delmiro Augusto Oliveira Filho, gestor em Inhapi, cidade do Sertão de Alagoas, que conta com 18 mil habitantes, afirma que desde maio de 2019 não estão liberando a “entrada de ninguém”. “Os cortes sempre existiram, porque envolve, por exemplo, atualização do cadastro. O que não é normal é a porta se fechar para novos beneficiários, ” diz.

Em Teotônio Vilela, um casal desempregado e com três filhos, fala sobre as idas sem sucesso à Secretaria de Assistência, Desenvolvimento Social, Trabalho, Direitos Humanos e Cidadania do município. Carleandro e Beatriz tem como única renda os bicos como mototáxi e a ajuda de familiares.

“Estou há cinco meses esperando, e nada”, afirma Carleandro de Sena, 27.

“Todo mês eu vou até a secretaria [de Desenvolvimento Social] e mandam voltar no mês seguinte”, completa Beatriz da Silva, 22.

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