Em 2016, mortes de imigrantes já ultrapassam 4 mil em todo o mundo

Em 2016, mortes de imigrantes já ultrapassam 4 mil em todo o mundo

Por | Edição do dia 2 de agosto de 2016
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Foto: Agência Brasil

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A Organização Internacional para as Migrações (OIM) informou hoje (2) que 4.027 imigrantes ou refugiados morreram até agora ao tentar nova vida em outro país. O número é 26% maior do que o registrado no mesmo período no ano passado.

De acordo com a entidade, 3.120 mortes ou desaparecimentos ocorreram apenas no Mar Mediterrâneo, um aumento de 60% na comparação com os primeiros sete meses de 2015. Os dados atualizados já incluem os 120 corpos encontrados na praia de Sabrata, no oeste da Líbia, vítimas de vários naufrágios ocorridos durante as últimas semanas. O relatório da OIM inclui ainda as mortes ocorridas durante as travessias por terra na Europa (26 vítimas), no Norte da África (342) e no Oriente Médio (81), além de mortes em outras partes do mundo.

A OIM informou que, até o dia 27 de julho, 257.186 deslocados entraram na Europa por via marítima, sendo que a maioria se dirigiu para a Grécia e a Itália. A Itália, no entanto, mereceu destaque por ter registrado “números virtualmente idênticos” aos de 2015, segundo o diretor do OIM em Roma, Flavio Di Giacomo.

Foram 94.449 imigrantes que chegaram aos portos italianos, com 2.692 mortes na rota chamada de Mediterrâneo Central. A Grécia recebeu 160.233 pessoas e a rota até o país registrou 383 mortes.

60 mil pessoas fugiram do Sudão do Sul
A agência de refugiados da Organização das Nações Unidas (ONU) disse nesta terça-feira que cerca de 60 mil pessoas fugiram do Sudão do Sul desde que os combates eclodiram entre as facções rivais ao exército há quase quatro semanas. A agência disse que cerca de 52 mil pessoas foram para Uganda, 7 mil para o Sudão e 1 mil para o Quênia.
A ONU disse que quase 900 mil sul-sudaneses deixaram o país desde que a guerra civil eclodiu em dezembro de 2013. Um acordo de paz alcançado há um ano tem sido repetidamente ameaçado pela luta.
Algumas das pessoas que planejavam fugir do Sudão do Sul relataram que tiveram que voltar, ameaçados por grupos armados na estrada para a Uganda. Segundo a ONU, cerca de 85% das pessoas que chegam em Uganda são mulheres e crianças.
A ONU disse também que muitos dos 250 mil refugiados que vivem no Sudão do Sul estão sendo afetados pelos combates.

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