“Eleitor de Bolsonaro” agride radialista que vota em Haddad

Ato violento aconteceu em Arapiraca e, por medo, vítima não denunciou o caso à Polícia Civil nem ao sindicato da categoria

“Eleitor de Bolsonaro” agride radialista que vota em Haddad

Ato violento aconteceu em Arapiraca e, por medo, vítima não denunciou o caso à Polícia Civil nem ao sindicato da categoria

Por | Edição do dia 21 de outubro de 2018
Categoria: Notícias, Política | Tags: ,,,,,,


Carlos Alberto deu um soco no rosto do radialista durante discussão sobre política

Carlos Alberto deu um soco no rosto do radialista durante discussão sobre política

Uma pequena discussão sobre política no interior do Bar do Caldinho, no Alto do Cruzeiro, em Arapiraca, descambou para agressão física. O caso aconteceu na tarde do dia 6 de outubro e envolve o primo de um deputado eleito pela cidade e um radialista.

A vítima justificava com argumentos sua opção de votar em Haddad para presidente da República. O agressor, eleitor de Bolsonaro, respondeu com os seus argumentos: truculência e violência, desferindo um soco no queixo do radialista. Pessoas que estavam no bar intercederam e o radialista foi para casa, humilhado e angustiado.

Pelo fato de o agressor ser “poderoso” na cidade e já ter se envolvido numa grave ocorrência policial, o radialista preferiu, inicialmente, ficar calado. Ele disse temer pela sua integridade física e pelo emprego. Esse caso não foi denunciado à Polícia Civil. Ficou circulando à boca miúda na cidade porque o agressor seria metido a valente.

QUEM É O AGRESSOR

O agressor é o pecuarista Carlos Alberto Schienke Albuquerque Melo, primo do deputado eleito Breno Albuquerque, de quem foi um dos coordenadores da campanha passada. Carlos Alberto já foi processado por lesão corporal contra Charliton Harryson Barbosa da Silva, durante a Festa da Juventude, em Santana do Ipanema. O rapaz foi morto em circunstâncias estranhas, poucos dias depois dessa ocorrência.

À época, como estava na companhia de um membro da família “Boiadeiro”, Carlinhos ganhou a alcunha e passou a ser chamado de “Carlinhos Boiadeiro”. Enquanto era chamado assim, ele não se queixava. Quando teve o apelido associado à família Boiadeiro, logo depois da morte do assassinato do vereador Neguinho Boiadeiro, Carlos Alberto procurou a imprensa para dizer que, apenas era vizinho de propriedade rural da família, que tinha amizade, respeito e admiração pelos “Boiadeiro”, mas não tinha laços consanguíneos com eles. Mas, herdou a fama de valente na região.

“Não sou membro da família Boiadeiro. Portanto, não sou parente consanguíneo ou afim. Mantenho uma relação respeitosa de amizade com alguns membros dos Boiadeiros e que um crime que me foi atribuído, afirmo que não tive participação no ocorrido e, ainda, os verdadeiros autores desse assassinato foram condenados e se encontram presos”, disse Carlos Alberto, em documento enviado ao Jornal de Arapiraca, quando teve o nome envolvido com os Boiadeiro, em março deste ano.

Carlos Alberto passou a trabalhar com afinco na campanha do primo, o jovem Breno Albuquerque, foi eleito pelo PRTB com 26.355 votos. Com o primo eleito, Carlos Alberto deverá frequentar a Assembleia Legislativa Estadual (ALE), na condição de assessor parlamentar.

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