Duplicação da AL-220 revela “lixão enterrado”

Camada densa de resíduos sólidos ficou exposta após um “corte” num trecho da obra para a passagem da pista

Por | Edição do dia 2 de dezembro de 2017
Categoria: Meio Ambiente, Notícias | Tags: ,,,


Camada de lixo tem cerca de 1m de altura e mais de 100m de extensão (Foto: Deraldo Francisco)

Camada de lixo tem cerca de 1m de altura e mais de 100m de extensão (Foto: Deraldo Francisco)

Um lixão desa­tivado há mais de dez anos, às margens da rodovia AL-220, trecho que fica em São Miguel dos Campos, foi descoberto durante as obras de duplicação da pista. Uma camada de lixo com cerca de um metro de altura e mais de 100 metros de extensão foi “revelada” durante o corte da máquina retroescavadeira num trecho da obra. O lixão está enterrado a cerca de um metro do nível do solo, onde há hoje um canavial.

O surgimento dos resíduos vai exigir alguns ajustes na obra – pelo menos naquele trecho – até porque além do prejuízo na estética da paisagem, causado pela extensa faixa de lixo, ainda há riscos de incêndios no verão, com a liberação do gás metano. Nem mesmo a quan­tidade de anos que se supõe ter ocorrido a desativação – entre 10 e 15 anos, na estimativa de técnicos que tiveram acesso às imagens feitas pela reporta­gem de O Dia Alagoas – inibe essa possibilidade de incêndio.

A decomposição do mate­rial orgânico no lixão produz o gás metano e a liberação deste gás no meio ambiente provoca incêndios. Embora ainda não se tenha esta confirmação, vale lembrar que, em menos de dois anos (2015/2016), foram registrados três incêndios nos estoques de palha da empresa GranBio em circunstâncias misteriosas. Por enquanto, a “culpada” pelos incêndios é a alta temperatura, no verão em Alagoas.

“A aparência do plástico, já bem estragado, revela que há certo tempo de desativa­ção daquele lixão. Isso faz com que o desprendimento do gás metano seja reduzido. No entanto, a produção deste gás ainda existe, bem como os riscos de incêndios. Mas estes não são os únicos prejuízos que este tipo de fenômeno causa à natureza”, explicou o enge­nheiro agrônomo Valdir Marti­niano Ferreira da Silva.

LEIA MATÉRIA COMPLETA NA EDIÇÃO DE O DIA ALAGOAS DESTA SEMANA

 

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