Duas pessoas são internadas com suspeita da doença da urina preta em Maceió

Nessa mesma semana, prefeitura de Marechal apreendeu 32kg do peixe que origina a síndrome

Duas pessoas são internadas com suspeita da doença da urina preta em Maceió

Nessa mesma semana, prefeitura de Marechal apreendeu 32kg do peixe que origina a síndrome

Por Redação | Edição do dia 30 de julho de 2021
Categoria: Alagoas, Saúde | Tags: ,,,


Foto: Wikimedia Commons

Pelo menos duas pessoas deram entrada em um hospital particular de Maceió nesta semana com suspeita da Síndrome de Haff, a doença da urina preta. A suspeita é que elas tenham comido o peixe originário da Síndrome durante um almoço em Marechal Deodoro.

Nesta mesma semana, a prefeitura de Marechal anunciou a apreensão de 32kg de peixes do local onde as pessoas teriam comido. Segundo a Vigilância Sanitária do município, a apreensão aconteceu na Massagueira e que todo o produto está sendo analisado pelo Laboratório Central de Saúde Pública de Alagoas (Lacen-AL).

Confira a nota:

A Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Vigilância Sanitária, informa que recebeu a denúncia e já tomou todas as medidas necessárias. Ao ser comunicada do ocorrido, a Vigilância realizou a interdição cautelar de, em média, 32kg de peixes. Todo o produto está sendo submetido a uma análise através do Laboratório Central de Saúde Pública de Alagoas (LACEN-AL) em parceria com um laboratório especializado. O material será rigorosamente examinado e mediante o resultado do laudo, o LACEN-AL e a Vigilância Sanitária de Marechal Deodoro darão prosseguimento à investigação

A Secretária de Estado da Saúde (Sesau) confirmou que recebeu os peixes e que está realizando as análises, como diz a nota:

A Gerência do Laboratório Central de Alagoas (Lacen/AL) informa que recebeu as amostras do pescado coletadas pela Vigilância Sanitária de Marechal Deodoro e que está em processo de análise. Ressalta, entretanto, que não há um prazo determinado para conclusão, uma vez que o processo requer minucioso estudo para comprovar ou descartar a presença da toxina proveniente de algas marinhas no pescado analisado, que podem ou não ter provocado os casos suspeitos de Síndrome de Haff, conhecida como doença da urina preta.

A síndrome de Haff provoca dor, rigidez muscular, falta de ar e dormência, além da famosa urina preta. A doença ganhou mais relevância quando a médica veterinária Pryscilla Andrade, de 31 anos, morreu após ingerir peixes que originam a síndrome. Pryscilla ficou 12 dias internadas na UTI de um hospital de Recife e não resistiu as consequências da doença.

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