Dois de fevereiro: as múltiplas crenças e a festança no mar!

Fé, magia, flores e Iemanjá: Celebrações pelo país marcam a passagem do dia em homenagem à deusa das águas

Por | Edição do dia 27 de janeiro de 2019
Categoria: Cultura | Tags: ,,,


Obra do artista plástico Lula Nogueira, Homenagens a Iemanjá em Maceió (Reprodução)

Obra do artista plástico Lula Nogueira, Homenagens a Iemanjá em Maceió (Reprodução)

Dois de fevereiro sempre é uma data de múltiplas crenças, um dia de grandes movimentos na religiosidade popular Enquanto o catolicismo celebra o dia de Nossa Senhora das Candeias ou Luz, dos Navegantes e da Piedade, as comunidades afro-brasileiras festejam com pompa e entusiasmo a Festa da Mãe dos Mares – Iemanjá,uma divindade de origem africana. Seu nome significa “mãe cujos filhos são peixes”.

É consagrada a deusa das águas, mãe de vários outros orixás. A festa é celebrada em diferentes datas de acordo com a região do país: no dia 2 de fevereiro com grande destaque na Bahia como em outros estados do Nordeste, como Alagoas, Pernambuco e Paraíba destacam-se também nas celebrações realizada.

Já no Rio de Janeiro, a festa acontece em 2 de janeiro. Em 8 de dezembro também iremos encontrar grandiosas celebrações feitas a Iemanjá. Em nosso estado é realizada todos os anos a “Festa das Águas” tradicionalmente na praia de Pajuçara, com a reunião de várias nações do candomblé.

Conforme o renomado artista plástico, pesquisador e amante da Fé, Lula Nogueira, a festa do dia dois é muito antiga e bastante presente nos espaços populares do país. As fusões das culturas negra e indígena geraram uma religião intimamente regional. “O costume de festejar sempre no dia dois foi incorporado ao calendário brasileiro pelos negros. Na África os orixás eram venerados por regiões distintas, cada nação tinha o seu.

Aqui tudo isso foi reorganizado a partir desse choque de culturas, os costumes mudaram, mas sem perder a essência do rito. A primeira entidade genuinamente brasileira pode-se dizer que é o “caboclo pena branca”. O contato das duas culturas, negra e indígena gerou um candomblé magicamente brasileiro.

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