Do diagnóstico à cura: A trajetória de um paciente recuperado da Covid-19 no HGE

Do diagnóstico à cura: A trajetória de um paciente recuperado da Covid-19 no HGE

Por Assessoria | Edição do dia 21 de junho de 2021
Categoria: Coronavírus | Tags: ,,,,


Foto: Neide Brandão

Era uma terça-feira, 27 de abril, quando o empresário Genivaldo Ferreira dos Santos começou a sentir os primeiros sintomas da Covid-19. Sem febre, sem dor alguma pelo corpo, a doença se manifestou com perda de olfato e paladar, seguindo para uma moleza no corpo e a falta de apetite.

Sua esposa, a dona de casa Roseli Pires, contou que no mesmo período também adoeceu. “Acreditamos que ele pegou o vírus no supermercado e trouxe para casa. Diferente dele, eu senti muita dor no corpo, principalmente nas costas e abdômen. A cabeça também não parava de doer e tive febre todo o período”, relatou.

Ela ressaltou que, no sexto dia de sintomas, decidiram procurar a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Tabuleiro do Martins, porque ele começou a piorar e ela não aguentava as dores. Foi aí que foram diagnosticados com a Covid-19. Com o pulmão bastante comprometido, Genivaldo precisou ficar internado e Roseli recebeu alta, após ser medicada. “No dia seguinte, ele foi transferido para o Hospital de Campanha, mas, com sua piora, foi necessário receber tratamento em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sendo encaminhado para o HGE [Hospital Geral do Estado]”, recordou.

A enfermeira Márcia Adriane Dias Chinelato, responsável pela UTI Covid-19 do HGE, disse que o empresário chegou à UTI com bastante debilidade respiratória. “Com a alteração no padrão respiratório e baixa na saturação, a intubação foi inevitável, após a sua chegada à UTI. Porém, ele recebeu toda a assistência multiprofissional que nós dispomos. Além da fisioterapia, foi submetido ao serviço de terapia renal, fonoaudiologia, enfermagem, enfim, conseguimos reverter o quadro e seu Genivaldo saiu do respirador e teve sua saúde restabelecida”, comemorou a profissional.

Foto: Neide Brandão

O empresário ficou 22 dias na UTI Covid-19 do HGE. Roseli, a esposa, e seus dois filhos, se angustiaram com o receio de perdê-lo. “Essa doença é muito perigosa, enquanto em uns o organismo reage de um jeito positivo, como no meu, em outros, tudo é mais difícil e delicado. Sofremos muito, quando eu soube da intubação fiquei em estado de pânico, chorava o tempo todo porque imaginava que iríamos perdê-lo. Foi o cuidado da equipe que me tranquilizou, porque recebíamos retorno dos profissionais do HGE, sempre informando cada passo do quadro de saúde dele”, disse a esposa do empresário.

O próprio Genivaldo falou que no dia da sua alta na UTI Covid-19 foi uma festa, profissionais aplaudindo, parabenizando. “Lembro que escrevi meu nome e coloquei na Árvore da Vida, que mostra as altas de pacientes que venceram essa doença. Foi emocionante fazer parte, ver meu nome ali. Nasci de novo! Saí do hospital sem falar, mas, já recuperei a voz. Ainda estou com um tremor no braço e nas pernas, mas, sei que é consequência da doença e vencerei isso também, com o tratamento de fisioterapia. Sou muito grato a cada um dos profissionais que cuidaram de mim, todos interessados em me ajudar. Vi muito carinho e dedicação nas unidades de saúde por onde passei”, mencionou.

Foto: Reprodução

Humanização – A equipe multiprofissional da UTI Covid-19 do Hospital Geral do Estado se articulou para proporcionar uma aproximação entre os doentes e seus familiares. Entre as ações, está a introdução do Boletim Presencial, onde o médico, em conjunto com a equipe multiprofissional, conversa com os familiares e passa todo o quadro clínico do paciente.

“Em algumas situações, permitimos, inclusive, a entrada de um familiar; claro seguindo todas as recomendações sanitárias e de infectologia, com a paramentação e desparamentação e o acompanhamento de um membro da nossa equipe”, referiu o médico Adailton de Melo.

Além dos Boletins Presenciais, a equipe mantém contato direto com os familiares, através de aplicativos de conversa e realiza vídeo chamadas todos os dias. A iniciativa foi denominada de Canal do Afeto, que também incentiva os familiares a escreverem cartas e mensagens para os pacientes internados e que não podem receber visitas presenciais.

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