Disputa da Segunda Divisão é modelo para ser esquecido

Com Jeito de torneio de futebol, disputa conseguiu ser pior porque começou com quatro times e terminou com apenas três

Disputa da Segunda Divisão é modelo para ser esquecido

Com Jeito de torneio de futebol, disputa conseguiu ser pior porque começou com quatro times e terminou com apenas três

Por | Edição do dia 11 de novembro de 2018
Categoria: Esportes, Futebol Alagoano | Tags: ,,,,,


Assim como a elite do Campeonato Alagoano, a Segunda Divisão do Estadual desse ano seguiu a mesma linha amadora de organização e planejamento. Para uma competição que oferta, ao campeão, uma vaga na Primeira Divisão do ano seguinte, é alarmante ter apenas quatro equipes, inicialmente, interessadas no título. É isso mesmo, a competição começou com quatro clubes: FF Porto Calvense, Jacyobá, São Domingos e Sete de Setembro. Mas já na reta final do campeonato, o São Domingos desistiu e decidiu não cumprir a tabela prevista, o que acarretou, para os clubes que ainda tinha confrontos com a equipe desistente, uma vitória por 3 a 0.

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No campeonato com jeito de torneio, Sete de Setembro e Jacyobá foram à Final (Foto:Reprodução/Internet)

A principal mudança, desde o anúncio da competição, foi o nome agregado à Segunda Divisão. Segundo a assessoria da Federação Alagoana de Futebol (FAF), por determinação da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), a edição desse ano deveria ser restringida e renomeada de “Alagoano Sub-23 – Segunda Divisão”. A Federação permitiu aos clubes que apenas dez jogadores que não tivessem nascido a partir de 1995 fossem relacionados por jogo. Sendo cinco atletas profissionais com idade superior a 23 anos e cinco atletas não profissionais com até 20 anos de idade.

O Campeonato Alagoano Sub-23 – Segunda Divisão teve início em setembro, com o jogo entre FF Porto Calvense e São Domingos. No último dia 10, ocorreu uma “final”, mesmo a competição sendo disputada por pontos corridos. Pela 6ª e última rodada, Sete de Setembro e Jacyobá se enfrentaram, e eram justamente as equipes que ainda podiam conquistar o título de campeão alagoano da Segunda Divisão. Para o Jacyobá a situação era mais cômoda: o time seria campeão se fosse derrotado até por um placar de até quatro gols de desvantagem. O Canarinho é quem entra em campo com a obrigação de fazer um placar elástico. Para reverter a desvantagem e sair de Murici com o título, o Sete precisa conquistar uma vitória por, no mínimo, cinco gols de diferença. A partida foi disputada no Estádio José Gomes da Costa, às 15h, em Murici.

Na edição desse ano da Série A do Alagoano, nove equipes disputaram o Estadual. Para a elite do futebol de um estado é uma quantidade muito abaixo da média. Além do pequeno número de rodadas, essa falta de competitividade resultava no baixo nível de futebol apresentado pelas equipes, inclusive nas finais. No modelo de competição da Primeira Divisão, a primeira fase se dava por pontos corridos, onde os quatro primeiros colocados disputariam semifinais e, os vencedores, disputavam as finais, enquanto os derrotados disputariam o terceiro lugar. Já os dois últimos colocados foram rebaixados para a Segunda Divisão do ano que vem. No entanto, apenas um clube da Segunda Divisão desse ano conquista o acesso à “elite” do futebol alagoano. Pelo fato de o número de equipes na Série A de 2018 ter sido ímpar, a cada rodada um clube “folgava”.

Independente de quem saiu com o título, o destaque vai para uma urgente inovação e incentivo por parte da FAF, para que Alagoas possua um Estadual mais interessante e competitivo.

Fonte: Thiago Luiz – Estagiário

 

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