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Dia Nacional da Cefaleia alerta para tratar corretamente a dor de cabeça

Assessoria / 9:28 - 19/05/2016

Neurologista afirma que existem tratamentos diferenciados para cada tipo de dor de cabeça


Os números impressionam e até assustam: 93% das pessoas no mundo tiveram, têm ou terão dor de cabeça na sua vida. Aquela “dor de cabeça comum”, que acontece por uma noite mal dormida, refeição atropelada ou a correria do dia a dia. No entanto, é preciso atenção para identificar e tratar qual o correto tipo de dor entre os quase 200 tipos existentes, a fim de evitar uma dor crônica. Para chamar a atenção da população, foi instituído o 19 de maio como Dia Nacional da Cefaleia.

A cefaleia é um sinônimo para dor de cabeça, cujos tipos mais prevalentes são a Cefaleia do Tipo Tensional e a Enxaqueca. A tensional é a dor de cabeça comum, provocada pelo stress tão presente na vida moderna. Porém seu tratamento é bastante negligenciado, dando lugar ao aumento preocupante do uso de analgésicos e anti-inflamatórios pelos pacientes, seja por automedicação, indicação de amigos e parentes e de farmacêuticos.

Gisele Teotonio, Médica Neurologista. (Fotos: Paulo Rios)

Gisele Teotonio, Médica Neurologista. (Fotos: Paulo Rios)

Essa abordagem inadequada está provocando o aumento dos casos crônicos da cefaleia e de enxaquecas. “O 19 de maio vem como um dia de conscientização e para promover o combate à dor de cabeça. Muitas pessoas passam a vida tendo dores de cabeça recorrentes, muitas delas não sabem que existe tratamento se o problema for abordado da forma adequada”, defende a neurologista Giselle Theotonio, especializada no tratamento das dores de cabeça.

Existe controle em até cerca de 80% dos casos de cefaleia se o problema é diagnosticado e acompanhado da forma correta, sejam tratamentos preventivos, sejam aqueles para cortar a crise. É preciso avaliar caso a caso para ver qual abordagem mais adequada.

“Nós sabemos o quanto o stress é presente na vida da população hoje em dia, e alguns casos de cefaleias têm também a influência da genética, mas se o paciente percebe que as crises estão ficando mais fortes, mais incapacitantes, que está perdendo dia de trabalho ou lazer por causa da dor de cabeça, sem aliviar com o medicamento analgésico habitual, essa pessoa precisa, sim, procurar um neurologista, principalmente um que tenha uma área de formação em dores de cabeça, para que seja feito o diagnóstico correto do tipo de dor de cabeça, já que existem muitos”, alerta doutora Giselle.

Outra situação em que a procura de um neurologista deve ser imediata é a chamada cefaleia secundária, quando a dor de cabeça configura um sintoma entre outros de uma doença maior. É o caso de quando a dor for mais forte que o normal, dando a sensação de “pior dor de cabeça da vida” ou associada a febre e vômito, perda de visão, de equilíbrio ou outros sintomas neurológicos.

Pessoas acima de 50 anos ou que possuam imunidade baixa causada por outra doença também devem estar atentas, bem como quem sofre dor de cabeça após traumatismo craniano. Nesses casos, a assistência para a dor de cabeça deve ser em caráter emergencial.

O médico neurologista é o profissional mais indicado para fazer a classificação correta e indicar o tratamento da cefaleia o quanto antes. Ao lado disso, o comprometimento do paciente em seguir o acompanhamento e levar um estilo de vida saudável, cuidando bem do sono e da alimentação são determinantes para uma vida sem dores de cabeça.


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