Delegado Denisson desmente deputado Marquinhos Madeira

“Ele tanto foi procurado para ser ouvido no inquérito que nomeou um escritório de advocacia”

Delegado Denisson desmente deputado Marquinhos Madeira

“Ele tanto foi procurado para ser ouvido no inquérito que nomeou um escritório de advocacia”

Por | Edição do dia 15 de junho de 2016
Categoria: Blog, Notícias, Política | Tags: ,,,,,


O delegado Denisson Albuquerque, que cumpriu nesta manhã mandado de busca e apreensão na Assembleia Legislativa, desmentiu o parlamentar que se defende, em nota oficial enviada à imprensa, que “não fui procurado nem intimado durante todo esse tempo”. A nota foi enviada pela Assessoria de Imprensa do deputado. “Sempre estive à disposição, e, até por ser uma pessoa pública, tornaria ainda mais fácil a minha localização, inclusive, no próprio gabinete ou nas sessões da Assembleia”, disse o deputado na nota.

No entanto, o delegado contestou a versão apresentada pelo deputado. “Mandei cinco ofícios à Mesa Diretora e três ou quatro ao gabinete do deputado pedindo que ele marcasse dia, hora e local para ser ouvido neste inquérito. Muito tempo depois foi que ele nomeou um escritório de advocacia e passou procuração para os advogados desse escritório. Depois, nem mesmo o escritório passou a respondeu às minhas convocações”, disse Denisson Albuquerque. “Se os advogados dele não lhe informaram sobre as convocações da Polícia Civil, o problema é dele”.

Mesmo de licença médica, o deputado Marquinhos Madeira (de bermuda xadrez) participou de rali em Maragogi. (Foto: divulgação)

Mesmo de licença médica, o deputado Marquinhos Madeira (de bermuda xadrez) participou de rali em Maragogi. (Foto: divulgação)

Marquinhos Madeira é acusado de requisitar uma licença médica da Assembleia Legislativa, por conta de “problemas de disfunção no labirinto” (CID-H83.2). Ele ficou de licença no período de 10 de maio a 17 de setembro de 2012, totalizando 130 dias de afastamento dos trabalhos no Parlamento. Mas, neste período, Marquinhos Madeira participou de um rali, em Maragogi e uma fotografia que circulou nas redes sociais.

Denisson Albuquerque adverte que, diante do foro privilegiado de Marquinhos Madeira, enviou os ofícios diretamente ao então presidente da Mesa Diretora, deputado Fernando Toledo. “Reitero que a atual Mesa não recebeu nenhum ofício enviado por mim em relação a este assunto. Todo atraso e falta de atenção ocorreu na gestão passada da Mesa Diretora”, disse.

A reportagem apurou que, no dia 31 de outubro de 2013 o deputado Marquinhos Madeira habilitou o escritório de advocacia Mota & Sampaio para fazer a sua defesa. O documento com a nomeação do escritório está assinado pelos advogados Thiago Mota de Moraes e Joannes de Lima Sampaio. Ainda conforme a reportagem apurou, no dia 8 de setembro de 2014 o delegado Denisson Albuquerque enviou o primeiro ofício ao escritório.

“Os advogados estiveram na delegacia, foram informados do que se tratava e tomaram ciência da existência do inquérito. Depois disso, passei a enviar novos ofícios ao escritório e não recebi nenhuma resposta”, disse o delegado.

Denisson disse que, quando passou a ser cobrado pelo Ministério Público Estadual, enviou todas as cópias dos ofícios à promotora Cecília Carnaúba que, de posse da informação, acionou o procurador-geral, Sérgio Jucá. A partir desse momento, o Tribunal de Justiça passou a ser a provocado e decretou o mando de busca e apreensão no gabinete do deputado.

“Não houve necessidade de ir até o gabinete do deputado. Após ser informado pelo pessoal dos Recursos Humanos, foi direto à presidência, onde o chefe de gabinete do presidente já estava com requerimento e cópia do atestado prontos para me entregar”, disse o delegado.

Denisson Albuquerque disse que vai dar sequência ao inquérito apurando a autenticidade do atestado e ouvindo o médico que o assinou. “Por enquanto, não quero conversa com o deputado. Ele será ouvido ao final do inquérito”, disse o delegado.

 

Deixe uma resposta

Publicidade
 
 
Publicidade

2019 O dia mais - Todos os direitos reservados