Defensoria quer que Polícia Civil investigue responsáveis por carreata que impediu vacinação

Grupo de negacionistas protestou contra medidas de prevenção tomadas diante do aumento de casos da Covid-19

Defensoria quer que Polícia Civil investigue responsáveis por carreata que impediu vacinação

Grupo de negacionistas protestou contra medidas de prevenção tomadas diante do aumento de casos da Covid-19

Por | Edição do dia 16 de março de 2021
Categoria: Coronavírus | Tags: ,,,,,


Manifestantes impediram vacinação de idosos em ato pró-Bolsonaro (Foto: Redes sociais)

O coordenador do Núcleo de Direitos Humanos e de Defesa dos Interesses Difusos e Coletivos da Defensoria Pública do Estado (DPE/AL), o defensor público Ricardo Melro, oficiou, na manhã desta segunda-feira, 15, ao Comando da Polícia Militar e ao delegado-geral da Polícia Civil, para que sejam tomadas medidas para garantir a segurança e o acesso das pessoas à vacinação, em dias de protestos.

Os pedidos foram motivados após o episódio ocorrido ontem, quando uma manifestação gerou aglomeração e impediu que pessoas idosas fossem imunizadas no Jaraguá. Nos ofícios encaminhados às instituições, Melro pede que a Polícia Militar tome todas as providências necessárias para, quando houverem protestos, garantir a imunização dos cidadãos em todos os pontos de vacinação, bem como o livre-trânsito para chegarem aos locais.

À Delegacia Geral da Polícia Civil, o defensor pede para que seja instaurado um inquérito que vise apurar eventuais crimes, bem como os responsáveis. “Estamos chegando a quase 300 mil mortes e, o único caminho, comprovado no mundo inteiro apto a debelar a pandemia, é a vacinação, com a consequente retomada da economia. E surge um grupo de manifestantes para impedir a vacinação!? É necessário o mínimo de empatia e bom senso. Que se faça suas manifestações, apesar do momento não ser adequado para aglomerar, mas que tenham a responsabilidade de não colocar a vida das pessoas em risco, cabendo ao poder público garantir, ainda que de forma ostensiva, o direito da população se vacinar, que nada mais é garantir o próprio direito à vida”, pontuou o defensor.

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