Defensoria cobra que Braskem arque com todos os custos para realocação das escolas do CEPA

Instituição também quer que a mineradora seja responsável pelo levantamento de dados sobre todos os alunos prejudicados

Defensoria cobra que Braskem arque com todos os custos para realocação das escolas do CEPA

Instituição também quer que a mineradora seja responsável pelo levantamento de dados sobre todos os alunos prejudicados

Por Ascom Defensoria | Edição do dia 13 de abril de 2021
Categoria: Maceió, Notícias | Tags: ,,,,


O defensor público-geral do estado, Carlos Eduardo de Paula Monteiro, cobrou à Braskem, na tarde dessa segunda-feira, 12, durante audiência pública promovida pela Assembleia Legislativa do Estado (ALE), que seja apresentado um levantamento de todos os prejuízos causados a população e ao Estado decorrentes da realocação das unidades de ensino localizadas no Centro Educacional de Pesquisa Aplicada Antônio Gomes de Barros (CEAGB) – antigo CEPA, que estão incluídas no mapa de risco da Defesa Civil e que foram afetados pela mineração. Ele também sugeriu, por fim, à comissão parlamentar, que fosse concedido um prazo para a mineradora apresentar as informações.

Até o próximo dia 3, a Braskem deverá apresentar, durante uma nova audiência pública, um relatório de diagnóstico do problema, bem como a viabilidade de contratação de uma empresa especializada em consultoria.

“Antes mesmo de cobrar do Governo do Estado qualquer medida, temos que cobrar da Braskem. Não é justo repassar qualquer custo para o contribuinte quando tempos um responsável por toda essa desgraça”, disse o defensor público-geral Carlos Monteiro.

Carlos Eduardo de Paula Monteiro criticou a “passividade” da empresa diante dos problemas enfrentados pelos alunos e servidores do CEPA. “A empresa tem uma passividade que vai de encontro às propagandas veiculadas na imprensa. A Braskem deveria seguir mais o que propaga e assim realocar todas essas escolas afetadas no CEPA”, ressaltou o defensor-geral.

Segundo o defensor-geral, apesar da cobrança por uma solução por parte do poder público, a Braskem já deveria ter agido e os custos disso não podem ser do Estado ou Prefeitura. “Todos esses custos devem ser arcados por quem causou”, pontuou ele.

Estiveram presentes na audiência pública: a deputada Jó Pereira, os deputados Cabo Bebeto e Davi Maia, o secretário de Estado da Educação, Fábio Guedes, além de representantes dos Ministérios Públicos Estadual e Federal, da DPU, da Defesa Civil e da Braskem.

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