De Bebedouro para o mundo: Reviver leva cultura para turistas de diversos países

De Bebedouro para o mundo: Reviver leva cultura para turistas de diversos países

Por | Edição do dia 5 de dezembro de 2018
Categoria: Cultura


Marcelo Alves – repórter

 

Do bairro de Bebedouro, periferia de Maceió, para o mundo. O coco de roda Reviver, que apesar de ser um dos festejos juninos da cultura nordestina, apresenta-se o ano todo. Turistas italianos, mexicanos, japoneses e de outros países já caíram na dança e se envolveram nos paços ritmados dos mais de 90 integrantes do grupo.

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De acordo com o presidente desta companhia, José Roberto Martins Calheiros Júnior, mais conhecido como Betinho, o objetivo é manter viva uma tradição, bem como atuar no desenvolvimento social, evitando o envolvimentoWhatsApp Image 2018-12-04 at 16.23.53 (1) de jovens com a criminalidade. “Muitos de nossos componentes, em sua maioria, eram do mundo das drogas e bebidas. A partir do momento que conheceram a nossa cultura que é o coco de roda, mudaram e amadureceram bastante, o coco de roda também salva os jovens do mal”, disse Betinho.

O ano de 2018, encerra-se para o Coco Reviver com apresentações no Porto de Maceió, nesta sexta-feira, dia 7, no Porto de Maceió, e no sábado, 8, na orla da Ponta Verde. E em janeiro deste próximo ano, será dado início aos ensaios para as competições e apresentações em festas juninas realizadas em Alagoas.

Para se ter ideia da preparação do Reviver, Betinho disse que o coco de roda chega a ensaiar 140 dias por ano. Resultado deste trabalho são as conquistas de mais de 200 títulos em competições da modalidade da dança.

“Recomeçamos anualmente nossos trabalhos no mês de janeiro para dar início aos ensaios visando concursos que são realizados entre os meses de junho e agosto. Além disso aproveitamos para estamos afinados para as apresentações, quando contratados para dançar. Durante os trabalhos, temos muito responsabilidade e dedicação”, disse Betinho.

REVIVER – O nome Reviver foi escolhido para homenagear um componente do coco de roda que morreu afogado em um passeio. “Quem escolheu o nome Reviver foi minha irmã Angélica Calheiros, porque tínhamos um coco chamado renascer e um componente nosso tinha morrido afogado em um passeio aí o nome ficou reviver por que a lembrança dele esteja sempre viva em nossos corações”, disse Betinho.

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QUASE DUAS DÉCADAS – Em 2000, a irmã de Betinho, Angélica Calheiros e o padre Júnior, da paróquia de Santo Antônio de Pádua, em Bebedouro, reuniram-se para discutir uma forma de animar os festejos juninos no bairro. Dá conversa, saiu a ideia de formar o coco de roda e em 5 de maio daquele ano, foi oficializada a criação do Reviver. Durante estas quase duas décadas de existência, mais de mil integrantes dançaram no Reviver.

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Atualmente, o Reviver é composto por 90 componentes, entre dançarinos, marcadores, costureira. “Contamos com o apoio de políticos e do empenho dos integrantes e seus familiares”, disse Betinho.

FIGURINO  O figurino usado pelos dançarinos é um show à parte. Mas para mostrar todo o glamour da roupa, Betinho disse que tudo chega a custar R$ 25 mil. “A roupa masculina chega a custar trezentos e cinquentas reais e a usada pelas meninas, custam quinhentos reais”, disse Betinho. O dinheiro para custear o pagamento, segundo Betinho, é oriundo de apoio político, de ações promovidas pelos integrantes e de alguns patrocinadores.

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SONHO REALIZADO – “Esse é um super sonho que tanto eu quanto meus componentes têm de realizar pelo fato de que suamos, batalhamos pra poder fazer tudo acontecer e fazer com que o público se apaixone pela nossa cultura nordestina. Representar o nosso coco de roda e o nosso Nordeste pelo mundo seria o máximo e seria uma oportunidade imensa em que eu seria grato pro resto da minha vida”, disse.

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