, Quarta-Feira - 8 de Abril de 2020

 

Datas comemorativas estimularam o consumo e indicador sobe pelo segundo mês

Assessoria / 3:08 - 23/07/2019

Se de janeiro a abril as incertezas econômicas diminuíram o ritmo de compras, Dia das Mães e dos Namorados, aliados a promoções, modificaram o cenário


Após o primeiro quadrimestre do ano apresentar queda contínua, junho apresentou aumento de 3% no consumo das famílias, conforme aponta a pesquisa de Índice de Consumo das Famílias (ICF) de Maceió, realizada pelo Instituto Fecomércio AL em parceria com a Confederação Nacional do Comércio de Bens. Serviços e Turismo (CNC). Esse é o segundo mês seguido de aumento do consumo na capital.

A queda contínua aconteceu devido às incertezas econômicas, que causaram certa lentidão na atividade industrial e comercial no início do ano; cenário modificado com a temporada de vendas trazida pelo Dia das Mães, em maio, e pelo Dia dos Namorados, em junho.

Se na variação mensal o consumo subiu 3%, na variação anual houve relativa estagnação com um crescimento de apenas 0,45%. “Se olharmos o desempenho do consumo nos dois últimos meses, houve crescimento. Mas ampliando a análise e comparado junho deste ano ao mesmo mês do ano anterior, o Dia dos Namorados e o consumo por outros motivos não apresentaram crescimento. Ponto preocupante, pois a economia brasileira apresentou, em 2018,pouco crescimento econômico e baixo nível de consumo”, avalia Felippe Rocha, assessor econômico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio AL).

Além das datas comemorativas, as promoções do período ajudaram, já que o baixo consumo estimulou os empresários a promoverem queimas a fim de evitarem o acúmulo de estoques desnecessários.

Apesar do crescimento do consumo na variação mensal, as incertezas do primeiro semestre, aliadasao cenário político e econômico, impactaram em alguns subindicadores, pois a perspectiva de manutenção dos postos de trabalhorecuou 3,2% na variação mensal; a perspectiva de melhora profissional caiu 10,2%; e redução de 1,1% na renda atual comparada a mesma renda do ano anterior. “O que explica porque o consumo foi praticamente igual ao do ano passado”, diz Felippe.

Na variação mensal, houve crescimento de 8,6% nas compras a prazo e um aumento de 9,7% no sentimento de que se está consumindo mais – quando comparado os seis primeiros meses deste ano com o mesmo período do ano passado – mesmo com a renda atual menor.

Para os consumidores entrevistados, a perspectiva até o fim deste anoé de consumir cerca de 9,5% a mais. O momento para aquisição de duráveis também apresentou sensível melhora, 18,3% a mais do que no mesmo mês do ano anterior.


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