CSA e CRB se enfrentam no “duelo dos opostos”, às 19h, no Rei Pelé

Clubes de Alagoas estão em situações diferentes na tabela, mas, no clássico, tudo muda

Por Thiago Luiz | Edição do dia 30 de agosto de 2020
Categoria: Esportes, Futebol Alagoano


Cenários muito distintos para o Clássico das Multidões deste domingo (30), às 19h, no Rei Pelé. CSA e CRB fazem o primeiro confronto alagoano na Série B de 2020. O retrospecto desse embate, não é nada empolgante. Nos últimos clássicos, além do fraco futebol apresentado, empate foi o resultado que mais aconteceu. Hoje, até antes da partida, o clima no Ninho do Galo e no Nelsão são muito diferentes.

Pela Segundona, em 2018, foram dois jogos muito abaixo do esperado. Azulão e Galo se enfrentaram na décima e na 29ª rodada. Nos 180 minutos, ninguém conseguiu balançar as redes. Do lado do Galo, ainda teve a baixa do meia Cleiton Xavier, que se lesionou na primeira partida.

Em 2020, foram três jogos até o momento. O retrospecto é muito equilibrado. Pela Copa do Nordeste, ficou no 1 a 1. Já pelo Campeonato Alagoano, na fase classificatória, o CSA conseguiu a vitória, pelo placar mínimo de 1 a 0, com gol do zagueiro Alan Costa. Mas na grande decisão, deu Regatas. Igor Cariús devolveu o placar da partida anterior e garantiu o título estadual da temporada para o Galo.

CSA e CRB fazem primeirio confronto alagoano na Série B. Foto: Gustavo Henrique/Ascom CRB

E desde o início do ano, o ambiente interno nos dois principais clubes do futebol alagoano tem sido muito diferente. Do lado azulino, os jogadores parecem estar sempre com a “corda no pescoço”. Já do lado regatiano, o time tem conseguido ser eficiente em momentos cruciais. O único “ponto de convergência” foi a eliminação no Nordestão. E ainda assim, o CRB chegou à última rodada da fase de grupos com chances de classificação para o mata-mata, já o CSA sofreu derrotas que não foram digeridas pelo torcedor, como a contra o River do Piauí, por 3 a 1. Além da eliminação precoce na primeira fase da Copa do Brasil para o Vitória, do Espírito Santo.

Depois de perder a final do Alagoano para o maior rival, o time marujo estreou na Série B com uma vitória diante do Guarani, mas logo “caiu” com 21 jogadores testando positivo para Covid-19. Mas nos dois últimos jogos, foram duas derrotas. Na volta para Maceió, protesto da torcida organizada e pedido de dispensa de muitos jogadores acusados de “panelinha” no elenco.

Já o Galo, vai de “vento em popa”. Campeão estadual, está brigando na parte de cima da tabela de classificação da Série B e soma cinco jogos de invencibilidade. Duas vitórias e três empates. O último, diante do Cruzeiro pela Copa do Brasil. Mesmo sem conseguir a vitória, o CRB conquistou a inédita classificação para a quarta fase da competição, além de arrecadar mais R$ 2 milhões por avançar.

Além de já ter a identidade de um time titular ainda mais reforçado depois da chegada do lateral-direito Reginaldo, do volante Thiaguinho e do zagueiro também Reginaldo, Marcelo Cabo conta ainda com a fase excepcional que vive Léo Gamalho, que briga pela artilharia da Segundona e também da Copa do Brasil. Na Série B são seis gols em cinco jogos.

“A classificação nos fortalece para a sequência da temporada. Clássico é final. Precisamos da mesma postura que tivemos no jogo contra o Cruzeiro”, afirmou o treinador do Galo.

E mesmo com a boa fase do CRB, do lado azulino o clima é de muita expectativa para o jogo. “Eles vêm num bom momento, mas em clássico tudo muda. É 50% para cada equipe. Eles têm o artilheiro da competição, é um jogador a ser marcado. Mas nós vamos nos impor sempre”, disse o zagueiro Luciano Castán, do CSA.

Deixe uma resposta

Publicidade
 
 
Publicidade

2019 O dia mais - Todos os direitos reservados