Crianças com doenças cardíacas têm futuro garantido em Alagoas

Mais de 110 crianças já fizeram cirurgias e mais de 900 foram atendidas

Crianças com doenças cardíacas têm futuro garantido em Alagoas

Mais de 110 crianças já fizeram cirurgias e mais de 900 foram atendidas

Por | Edição do dia 25 de março de 2017
Categoria: Notícias, Saúde | Tags: ,,,,,


Logo aos 10 meses de vida Adonay Mendes foi diagnosticado com um sopro no coração e, por causa dessa cardiopatia, precisou realizar, fora de Alagoas, uma intervenção cirúrgica no de ano 2014, quando ainda não existia o Serviço Estadual de Cardiopediatria, criado em 2015 pelo Governo de Alagoas. Devido a essa carência – naquela época, o menino precisou utilizar o Tratamento Fora de Domicilio (TFD) e fazer a operação em Porto Alegre, Rio Grande do Sul.Os pais levaram Adonay ao médico depois de perceberem um forte cansaço e manchas vermelhas pelo corpo, características da doença que pode prejudicar a comunicação entre o coração e o pulmão. “Logo quando o médico identificou o problema, disse que seria necessário passar por uma cirurgia, pois o quadro dele poderia se agravar. Ainda de acordo com o médico, fazendo o procedimento aos 10 meses, a recuperação seria muito melhor e mais rápida”, relatou José Assis Mendes, pai do garoto.

Agência Alagoas

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Após essa notícia, o pai buscou ajuda junto a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) para poder realizar a cirurgia em outro Estado, por meio do TFD. Isso porque, em 2014 Alagoas não possuía as condições necessárias para realizar as cirurgias em crianças cardiopatas. “Após entrarmos em contato com a Sesau conseguimos uma vaga para o Adonay em Porto Alegre, onde ele precisou ficar internado durante um mês e sete dias para se recuperar da cirurgia pela falta de consultas e exames específicos em Alagoas”, contou a mãe, Amanda Mendes, que ficou sozinha com o garoto na capital gaúcha.

Mesmo após a boa recuperação do procedimento cirúrgico, o menino, agora com 3 anos, ainda precisa passar por um cateterismo para a correção definitiva do sopro. Sendo que dessa vez Adonay não vai precisar se distanciar da família e se deslocar para outra cidade. Isso porque, desde 2015 o menino vem tendo o acompanhamento garantido pelo Serviço Estadual de Cardiopediatria, implantado pela Sesau, graças à parceria com o Hospital do Coração de Alagoas.

“Só temos a agradecer ao Governo do Estado por esse projeto, porque agora o Adonay está sendo acompanhando pela equipe multidisciplinar da Casa do Coraçãozinho. Agora ele não vai mais ficar longe da família quando for fazer essa próxima cirurgia”, disse com alegria o pai, ao lembrar da angustia que passou por ter ficado longe do filho durante o tempo em que o menino ficou em Porto Alegre.

Serviços

Entre os atendimentos disponibilizados para a população, está a garantia de consultas, realização de exames e as cirurgias cardiopediátricas, realizadas no Hospital do Coração de Alagoas. Os atendimentos foram ampliados no final de 2016, com a inauguração da Casa do Coraçãozinho, onde os pequenos alagoanos são acompanhados por uma equipe multidisciplinar, composta por assistentes sociais, enfermeiros, médicos, cirurgiões cardiovasculares pediátricos, cardiopediatras, psicólogos e fisioterapeutas.

De acordo com Otoni Verissimo, diretor executivo da Casa do Coraçãozinho, desde o início da parceria com a Sesau, o Serviço Estadual de Cardiopediatria já atendeu 912 crianças e realizou 112 cirurgias. “A Casa do Coraçãozinho foi criada para ser o centro de referência para o tratamento de cardiopatias congênitas em Alagoas, trazendo resolutividade para os casos. Podendo receber qualquer criança que precise de consultas, diagnósticos e cirurgias, com um acolhimento humanizado e dignificado”, afirmou o diretor.

A cardiopediatra, Maria Goretti, explicou qual o trajeto que a criança percorre quando entra no Serviço Estadual de Cardiopediatria do Estado. “Os pequenos precisam passar por exames de ecocardiagrama e eletrocardiograma e, com o resultado, é feita uma avaliação de um cirurgião cardíaco, onde será definido se a criança irá precisar de intervenção cirúrgica ou somente o acompanhamento clínico”, afirmou a médica.

Para o secretário de Estado da Saúde, Christian Teixeira, essa parceria veio preencher uma lacuna que existia em Alagoas nos atendimentos as crianças cardiopatas. “Serviço Estadual de Cardiopediatria tem trazido muitos benefícios para os nossos pequenos alagoano, que agora possuem um local exclusivo onde são tratados e acompanhados. Uma realidade que antes não acontecia e as crianças precisavam se deslocar para outros estados em busca das cirurgias”, frisou o gestor da Sesau.

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