CRB vai precisar brigar para manter Léo Gamalho no elenco

Com futebol brasileiro muito nivelado, centroavante do Galo se destaca na Série B e chama atenção da Primeira Divisão

Por Thiago Luiz - Estagiário | Edição do dia 24 de agosto de 2020
Categoria: Esportes, Futebol Alagoano


Artilheiro da Série B, da Copa do Brasil e do CRB. Que grande momento vive Léo Gamalho. Foi justamente esse faro de gol que atraiu o camisa 9 para o Regatas. São seis gols no Campeonato Brasileiro, em sei jogos, e quatro na Copa do Brasil. Se tem um nome em evidência no clube regatiano, é o do centroavante.

Com 34 anos, o experiente atacante carrega muita bagagem no currículo. Rodado, com passagens por grandes clubes brasileiros. A artilharia é mesmo o seu ponto forte. Só pela Copa do Brasil, já foi por dois anos o maior goleador da temporada. Em 2014, quando balançou as redes seis vezes, e em 2017, com cinco gols.

Agora, com a camisa alvirrubra, ele tenta terminar o ano mais uma vez como destaque nacional. Mas que ficar até o fim da temporada no Ninho do Galo pode ser uma missão difícil, tanto para o atleta quanto para o clube. Isso porque, com os números apresentados pelo atacante, o assédio de time tradicionais do futebol brasileiro já começa a acontecer. O Internacional-RS, que recentemente perdeu Paolo Guerrero por uma lesão no joelho, recebeu indicações de Gamalho para substituir o peruano no time do técnico Eduardo Coudet.

Desde o começo da Série B, Léo provou que a experiência faz a diferença dentro das quatro linhas. Nas quatro vezes que mandou a bola pra o fundo das redes, ele demonstrou que o gol começa a ser construído antes mesmo de receber a redonda. Além da frieza característica de um centroavante, Gamalho tem outro fator que o diferencia dos demais jogadores: posicionamento. Estar no lugar certo, na “hora certa”.

Camisa 9 do Galo é o nome do time na temporada. Foto: Gustavo Henrique/Ascom CRB

Supondo que o CRB não tivesse a “arma secreta” no camisa 9, provavelmente estaria na zona de rebaixamento, em vez de brigar por uma vaga na zona de classificação à Série A. Só ele marcou pelo Galo. Contra o Juventude, abriu o placar, mas o time sofreu a virada na estreia da Segundona. Foi o autor do gol da vitória diante do Oeste, do empate contra o Náutico e também no triunfo contra o Brasil de Pelotas, além do último jogo, no empate contra o vitória por 2 a 2.

Por esses números, já dá para perceber a importância de Léo Gamalho para o técnico Marcelo Cabo. Além das estatísticas, o artilheiro tem ainda a seu favor a “distância” quilométrica entre ele e seu substituto direto, João Carlos. Sem conseguir ameaçar a titularidade do experiente atacante, João Carlos ver as chances de um ingresso no time principal muito longe.

Mas apesar da boa fase, o discurso de Léo Gamalho é de cautela. Para ele, ter uma boa média de gols “é importante, mas o mais importante é a equipe conseguir as vitórias”. Principalmente porque a Série B é uma competição longa. São 38 rodadas e um calendário muito apertado. Com a sequência pesada de jogos, é de fundamental importância conseguir pontuar fora de casa, como o Galo fez contra o Náutico, e vencer sob seus domínios.

Como “segredo” para a temporada que vem fazendo, o camisa 9 regatiano afirmou que é preciso ter a cabeça boa. Primeiro que pelo momento atípico em que vive o Brasil e o mundo, o atleta precisa fazer a concentração para as partidas.

“Não é fácil. Precisamos estar com o psicológico bem forte. É preciso lutar para ser relacionado, para estar entre os 11, para estar bem e agora para não contrair o vírus e ter condição de jogo. São várias coisas que o jogador precisa desviar para poder estar em campo”.

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