CRB tem confrontos diretos em casa para se recuperar na Classificação da Série B

Partidas contra Chapecoense e Operário serão decisivas para consolidação ou abandono dos planos do time para 2020

Por Thiago Luiz | Edição do dia 13 de outubro de 2020
Categoria: Esportes, Futebol Alagoano


CRB precisa estar atento para não se afastar do G4. Foto: Gustavo Henrique/Ascom CRB

Semelhante ao que aconteceu na temporada de 2019, o CRB não consegue aproveitar as chances de entrar no G4 e brigar por uma vaga entre os classificados para a Série A. Neste ano, o retrospecto conta equipes da parte de cima da tabela deixa clara a falta de competitividade do Galo nos confrontos diretos. Ainda mais sem o artilheiro Léo Gamalho, o ataque deve perder o “poder de fogo” e a decisão de um camisa 9 participativo em jogadas de gols.

Desde o começo do ano, o discurso da diretoria, comissão técnica e elenco do CRB tem um foco só: acesso à Série A. Mesmo com o título estadual em cima do maior rival, o clube continuou afirmando querer mais que o Alagoano. Mas para conseguir terminar a Série B do Campeonato Brasileiro entre os quatro melhores, é preciso fazer uma campanha muito regular e estar atento às oportunidades que a competição oferece de se firmar no topo da tabela de classificação.

Logo na estreia da Segundona, perdeu para o Juventude, no Alfredo Jaconi. A sequência de resultados sem vitória vai além das partidas contra equipes que são “concorrentes” no grupo de acesso. O Galo voltou a demonstrar outro problema que esteve presente no ano passado: não conseguir aproveitar o mando de campo. Foi assim contra o Vitória, quando abriu 2 a 0 e cedeu o empate. Diante do América Mineiro nem conseguiu balançar as redes. 0 a 0 no placar. Somente diante do Avaí conseguiu um suspiro na vitória por 3 a 1.

Além de tropeçar com os times que brigam no “topo”, tem ainda os deslizes contra os times que brigam para não cair. No Mineirão, conseguiu arrancar o empate em 1 a 1 com o Cruzeiro. O empate até teve gosto de vitória para o CRB, por conseguir marcar no final do jogo com Léo Gamalho, mas também não foi tão legal na situação da tabela.

Ainda jogando no Trapichão, empatou também em 2 a 2 com o Sampaio Corrêa, que há muito tempo não consegue sair do Z4. E ainda perdeu fora de casa para o Confiança, na Arena Batistão. Vitórias como as citadas não podem fazer parte, ou mais do que isso, parecer “normais” para um planejamento de time que almeja subir de divisão.

Para preocupar ainda mais o torcedor e a comissão técnica, nas próximas três partidas o time regatiano vai enfrentar pelo menos dois concorrentes na briga pelo acesso. O primeiro compromisso é diante da Chapecoense, no Trapichão. A Chape era, até o fechamento desta edição, a equipe vice-líder da Segundona. Um dos principais candidatos a voltar à Série A, o time de Chapecó não deve dar vida fácil ao Galo.

O segundo confronto é contra o Operário, também em casa. A equipe de Ponta Grossa, interior do Paraná, veio da Série C e busca uma ascensão direta para a Primeira Divisão. Já venceu outro alagoano, o CSA, e demonstrou muita organização tática.

Jogando fora de casa, é um time que costuma dar trabalho. Já arrancou quatro empates nesta Série B. Até o fechamento desta edição, tinha conquistado duas vitórias e duas derrotas.
Com os confrontos se aproximando, o zagueiro Ewerton Páscoa, que tem experiência na Segundona já sabe que, por se tratar de uma competição de pontos corridos, é importante somar o máximo de pontos: “Nós não temos ‘gordura’, então precisamos vencer porque não podemos nos distanciar do G4”.

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