CRB: reverter o placar é difícil, mas não impossível

Pela Copa do Brasil, o Galo precisa fazer jogo de superação e muita atitude se quiser derrotar o Juventude e avançar às oitavas

Por Thiago Luiz | Edição do dia 21 de setembro de 2020
Categoria: Esportes, Futebol Alagoano


O CRB deu o primeiro passo na briga por uma classificação inédita para as oitavas de final da Copa do Brasil. Para muitos, a competição mais democrática do futebol nacional. Mas, de fato, é a mais rentável. Caso avance, o Galo vai faturar cerca de R$ 2,6 milhões. O desafio para o time alvirrubro é passar pelo Juventude, time de Caxias do Sul, que inclusive já foi campeão da competição. O título foi em 1999, diante do Botafogo-RJ.

Por Alagoas, o CRB busca a sua classificação para a fase decisiva pela primeira vez. Mas ainda em 2008, um time já tinha conseguido o feito para o estado. O Corinthians Alagoano disputou aquela edição da competição. O extinto time do Nelsão passou por três fases e caiu na quarta, que à época eram as quartas de final. A partir daquele ano, o número de equipe foi aumentando e o regulamento sendo alterado.

Em 2014, o Santa Rita, de Boca da Mata também passou por três fases e caiu na quarta. No entanto, a quarta fase daquela edição era as oitavas de final. Foi o mesmo número de avanços na competição, mas o momento da competição deixou o Timão da Via Expressa como o representante de Alagoas que mais chegou perto da grande decisão da Copa do Brasil.

Agora, mesmo que consiga passar pelo Juventude, o CRB vai para a quinta fase, que são as oitavas de final. Mesmo não sendo a melhor campanha alagoana na competição, é um capítulo importante na história do clube. O grande desafio mesmo vai ser conseguir reverter o placar do primeiro jogo. 2 a 0 para a equipe de Caxias, sem muitos sustos.

Em mais um jogo sem gols de Léo Gamalho, o artilheiro regatiano e um dos artilheiros do Brasil no ano, o time alvirrubro não conseguiu demonstrar poderio ofensivo sem a referência do camisa 9. A bola não chegou ao centroavante. O ponto positivo da partida foi a participação efetiva de Moacir, volante que foi “improvisado” na lateral-direita, mas já atuou na posição no decorrer da carreira.

Os atacantes de beirada mais uma vez pareceram não entrar em campo. Magno Cruz e Luidy foram muito aquém do que se espera. E já que pelos lados, os pontas não deram conta do recado, a esperança era no camisa 10, Diego Torres, que também não jogou bola. Se no ataque a coisa não saiu como o planejado, o setor defensivo está longe do ideal.

Com muitos erros na saída de bola, a zaga regatiana começa a demonstrar a insegurança que era vista no começo do ano. A equipe tem muita dificuldade na criação. Uma das maiores discussões desde o início da temporada era sobre a titularidade do lateral-esquerdo Igor Cariús, que continua na equipe principal muito mais por falta de um substituto à altura do que por mérito do atleta. O garoto Hugo, seu reserva direto, evoluiu muito desde seu retorno ao Ninho do Galo, mas ainda está distante de suportar um jogo completo.

Mesmo com o cenário desfavorável, o técnico Marcelo Cabo acredita na reação do Galo. “Agora é ter tranquilidade. Temos que absorver o que aconteceu no primeiro jogo, procurar corrigir o que tem que ser corrigido e ter uma equipe completamente diferente do que fomos no segundo tempo. Com mais atitude, mais determinação, mais gana de vencer o jogo. Basta a mim corrigir e trabalhar essa equipe para que a gente possa reverter o quadro. Começamos o jogo perdendo, mas temos mais 90 minutos e todas as condições de buscar a classificação em casa”.

Matéria completa no jornal O Dia Alagoas

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