CRB e CSA encerram 1º turno com pouco fôlego

CRB e CSA encerram 1º turno com pouco fôlego

Por Thiago Luiz | Edição do dia 3 de novembro de 2020
Categoria: Esportes, Futebol Alagoano


Metade da Série B do Campeonato Brasileiro já acabou e agora é parar e pensar o que é preciso fazer na segunda parte da competição. Em um ano tão atípico, por conta da pandemia do novo coronavírus, a competição que já era longa, vai terminar apenas no início do ano seguinte. Em contrapartida e para dificultar ainda mais, o calendário que já era apertado, agora precisa ser ajustado à nova realidade causada pela crise sanitária.

No início da Segundona, os clubes alagoanos demonstravam estar em sintonias diferentes. O CRB emplacou uma boa sequência de vitórias e se manteve na parte de cima da tabela de classificação, fazendo jus ao discurso da diretoria e da comissão técnica de brigar por acesso. Já o CSA não conseguia se encontrar nem dentro e nem fora de campo. Só desde o início da pandemia, o Azulão já tinha sido comandado por três técnicos. Chegou a ocupar a lanterna da competição e sofreu demais com o surto de Covid-19 no elenco, que afetou física e psicologicamente.

O time marujo ainda sofreu com o baixo rendimento no gol. Com o goleiro titular, Thiago Rodrigues, entregue ao Departamento Médico, foi hora do então treinador Eduardo Baptista dar oportunidade aos reservas. Alexandre Cajuru falhou duas vezes consecutivas em jogos importantes. Bruno Grassi assumiu a vaga e também não conseguiu passar segurança. Com erros grotescos, a diretoria viu que não tinha condições dos suplentes tomarem a titularidade. Por isso a necessidade de ir buscar um goleiro no mercado. E quem chegou, diferente do esperado, foi um garoto de 21 anos. Matheus Mendes, cria das categorias de base do Atlético Mineiro, levantou muitas dúvidas. Mas, quando chegou, assumiu a vaga com muita moral e tem se mostrado muito importante para o setor defensivo.

A necessidade de reformular o elenco não parou por aí. A diretoria trocou o executivo de futebol e trouxe um novo treinador para tentar tirar a equipe da situação difícil. E essa missão foi cumprida muito bem pelo técnico Mozart Santos, que também levantou muita dúvida por conta da pouca experiência no futebol profissional. Mas ele preferiu mostrar com os números. Nos primeiros nove jogos no comando, foram cinco vitórias três empates e apenas uma derrota. Da última, saiu para a oitava colocação, a três pontos do G-4.

Já o Galo, que começou embalado, pareceu perder as forças e não consegue resultados para “colar” na zona de classificação para a Série A. Coleciona tropeços para equipes da parte de baixo da tabela e não conseguiu cumprir a meta estabelecida pelo técnico Marcelo Cabo para o primeiro turno. A ideia para conquistar o acesso era de somar mais de 30 pontos até a 19ª rodada.

“Fizemos um grande primeiro turno. Marcelo Cabo fez um planejamento de 32 a 34 pontos. Infelizmente não conseguimos, mas sabemos que podemos dar a volta por cima no segundo turno. Alguns jogos que a gente perdeu, vamos tentar recuperar agora e principalmente fora de casa, porque até temos boas atuações, mas não conseguimos converter isso em resultados”, disse o goleiro Victor Souza.

Para preocupar ainda mais a diretoria regatiana, além do grande número de lesões, a bomba da pandemia “estourou” agora no Ninho do Galo. São sete jogadores infectados que são peças importantes no elenco. A dupla de zaga titular Gum e Reginaldo Júnior e os reservas Xandão e Thalisson Kelven, os laterais Reginaldo Lopes e Hugo, os volantes Moacir e Carlos Jatobá e o atacante Alisson Safira deverão desfalcar a equipe pelas próximas semanas.

Deixe uma resposta

Publicidade
 
 
Publicidade

2019 O dia mais - Todos os direitos reservados