CRB bate o CSA por 1 a 0 e retoma hegemonia com o título do Campeonato Alagoano

Com gol de Igor Cariús, Galo supera o Azulão e conquista o 31º trófeu estadual

Por Thiago Luiz - Estagiário | Edição do dia 5 de agosto de 2020
Categoria: Esportes, Futebol Alagoano | Tags: ,,,,,,,,,,,


Noite de decisão. Nada de brincadeira. O quinto Clássico das Multidões consecutivo valendo o título alagoano. Dessa vez, sem torcida nenhuma. CSA e CRB entraram em campo, na noite desta quarta-feira (5) num cenário muito diferente. Não só pela pandemia e seu protocolo de segurança. A mística da partida ficava no banco de reservas. O Azulão brigava pelo tricampeonato estadual. Quem também lutava por isso era o técnico Marcelo Cabo, que comandou os dois últimos títulos marujos e por isso também poderia ser tricampeão. E foi assim: melhor para o treinador. Fim do jejum do Galo.

Autor do título, Igor Cariús abriu o placar de cabeça. Foto: Gustavo Henrique/Ascom CRB

Durante o primeiro tempo, pressão total do ataque azulino. Foram pelo menos três chances claras desperdiçadas pelo setor ofensivo de Eduardo Baptista. Até a parada técnica, por volta dos 30 minutos da primeira etapa, o CRB só se defendia. Nas ligações diretas, a bola batia e voltava.

E foi justamente na parada da partida que Marcelo Cabo chamou atenção de seus jogadores e a situação se inverteu. O Galo se lançou ao ataque e insistiu nas bolas paradas. E de tanto abusar, deu certo. Aos 45 minutos, já no finalzinho, Diego Torres cobrou o escanteio, Léo Gamalho escorou no segundo pau e Igor Cariús completou para o fundo das redes. A jogada do gol foi muito parecida com o que resultou na vitória do Azulão no último clássico.

Equipe montada por Marcelo Cabo demonstrou a eficiência coletiva. Foto: Gustavo Henrique/Ascom CRB

Na segunda etapa, o cenário refletia o placar. Um CRB tranquilo, jogando em função do placar. Enquanto o CSA corria atrás do resultado. No ataque, a pressão azulina não tinha efetividade. Do outro lado, Marcelo Cabo quis continuar em cima da defesa do adversário. Tirou Magno Cruz e Diego Torres e colocou Bill e Felipe Menezes.

A segunda etapa foi só de administração pelo lado do Regatas. O Galo todo fechado, chamou o Azulão para o jogo. Mesmo assim, o ataque marujo não conseguia penetrar no setor defensivo alvirrubro.

Os momentos de emoção foram guardados para a reta final da partida. Aos 48 minutos da etapa complementar, Alecsandro arrumou uma confusão por jogar a bandeirinha de escanteio, com o escudo do Galo, no chão. Os dois bancos entraram na confusão. Muitos cartões amarelos e o clima do jogo esquentou.

Quem apareceu de forma milagrosa, mais uma vez, foi o goleiro regatiano Victor Souza, que defendeu uma cabeçada impecável do ataque do CSA.

Com 10 minutos de acréscimo, aos 55 até o goleiro azulino foi para a área adversária. E foi justamente o camisa 12 que cabeceou e fez o gol de empate, mas estava impedido. Isso também gerou muita confusão. Sem tempo para mais nada e com o gol do título na primeira etapa, acabou assim mesmo. Clube de Regatas Brasil, 31 vezes campeão e retomando a hegemonia do Campeonato Alagoano.

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