CPMI das Fake News pede para MP investigar depoente

Diversos parlamentares acreditam que Hans River do Rio Nascimento mentiu

CPMI das Fake News pede para MP investigar depoente

Diversos parlamentares acreditam que Hans River do Rio Nascimento mentiu

Por | Edição do dia 14 de fevereiro de 2020
Categoria: Notícias, Política | Tags: ,,,


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A relatora da comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI) das Fake News, deputada Lídice da Mata (PSB-BA), enviou um pedido de investigação à Procuradoria Geral da República contra Hans River do Rio Nascimento, ex-funcionário de uma empresa acusada de usar milhares de CPFs para fazer disparo de material eleitoral durante a campanha em 2018. A parlamentar pede uma apuração por suspeita de falso testemunho, já que ele é acusado de ter mentido durante depoimento à comissão na última terça-feira.

Diversos parlamentares acreditam que ele mentiu, depois de negar que tenha repassado documentos sobre a operação para Patrícia Campos Mello, da Folha de S.Paulo. A repórter foi a primeira a revelar o envolvimento de empresas no esquema de envio de mensagens a favor da candidatura presidencial de Jair Bolsonaro. Hans também causou indignação ao dizer, no depoimento, que a jornalista havia se insinuado sexualmente para conseguir as informações.
“Encaminhei um documento à PGR. Configurou como falso testemunha na medida em que todo o depoimento dele foi em negação da entrevista à Folha, e ponto por ponto foi contestado. Isso, além da agressão feita a uma mulher”, indignou-se Lídice.
Um parlamentar comentou, sem querer se identificar, que, nos bastidores, os membros da CPI estranharam a relação de Hans com a bancada do PSL, “que se colocava favorável a tudo que ele fazia”. “Isso nos levou a crer que tinha alguma articulação”, afirmou.
Já Lídice estranhou o fato de o depoente ter acusado o deputado Rui Falcão (PT-SP) de tê-lo chamado de favelado. “Ele já chegou armado, com uma predisposição. Não sei se por se sentir prejudicado”, relatou a deputada.
Durante a sessão, Hans confirmou que a empresa Yacows utilizou milhares de CPFs, sem conhecimento dos titulares, para a habilitação de chips de telefones celulares. A partir daí, os disparos de mensagens eram feitos.

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