Contratação de Mozart e Pastana deve ser a “última cartada” da diretoria do CSA em 2020

Por Thiago Luiz | Edição do dia 28 de setembro de 2020
Categoria: Esportes, Futebol Alagoano


Apesar da desconfiança, treinador estreou com vitória. Foto: Augusto Oliveira/Ascom CSA

O CSA, em nome de sua diretoria, deu a última cartada para a temporada 2020. Além da demissão do técnico Argel Fuchs, que teve apenas 17 dias para trabalhar, mandou embora também o antigo executivo de futebol Marcelo Barbarotti. Para seu lugar chegou Rodrigo Pastana. Experiente e, na mesma proporção, polêmico. Com ele chegou o treinador Mozart Santos, que tem como o ponto alto de sua carreira o comando das categorias de base do Coritiba por quatro anos.

Mozart é o quarto comandante técnico do time marujo no ano. O projeto começou com Maurício Barbieri, que foi sucedido por Eduardo Baptista. Demitido em agosto, quem o substituiu foi Argel Fuchs. Esse, por sua vez, teve apenas 17 dias para demonstrar trabalho e só conseguiu um empate à frente da equipe. Sua demissão veio após a derrota contra o Cuiabá, onde o treinador afirmou que precisaria de tempo para organizar o Azulão. A diretoria não acatou o discurso e preferiu, mais uma vez, “recomeçar” a temporada com tempos novos.

Assim como a grande quantidade de técnicos num curto espaço de tempo, o que reforça a necessidade de revisão no planejamento é o número de profissionais que ficaram responsáveis pelo Departamento de Futebol do clube. No início de 2020, o executivo era Fabiano Melo, que foi mandado embora junto com Barbieri e saiu como um “bode expiatório” pelo começo de ano ruim que fazia o CSA: eliminado na fase de grupos da Copa do Nordeste e também saindo da Copa do Brasil de maneira precoce, para o Vitória do Espírito Santo.

Depois de Fabiano, Raimundo Tavares, que estava afastado desde o fim de 2019, voltou ao CSA. O clube apostou na contratação de um novo executivo de futebol, Barbarotti. Esse caiu com Argel. E agora, chega Rodrigo Pastana. O novo dirigente tem histórico de acessos e títulos, mas sua vinda não foi tão aprovada pela torcida azulina. Principalmente pelo histórico de polêmicas e até ações judiciais contra ele. Para agravar a situação, o zagueiro Alan Costa, uma peça importante, pediu a rescisão de seu contrato depois de acusar Pastana de tê-lo oferecido ao Avaí e por ser “barrado” por Mozar em um treinamento. Em entrevista coletiva, os dois recém-chegados ao CSA afirmaram que o zagueiro mentiu. De acordo com eles, ao desembarcar no Nelsão, o jogador já tinha negociação com outras equipes e que seria liberado pela diretoria de qualquer maneira.

Alan fez 47 partidas com a camisa azulina e era o capitão da equipe. Mesmo assim, o treinador disse que ele não se adequava ao seu modelo de jogo e não fazia parte dos seus planos. Já Pastana foi mais incisivo. Preferiu não falar sobre como se deu a saída do atleta e sobre as acusações, disse que o assunto será resolvido na justiça. “Não vou dar palco para maluco”, afirmou o executivo.
Pelo menos no que se observa no maior “termômetro” que são as redes sociais, o torcedor do CSA não está nada satisfeito com a saída de Alan Costa e das consequências da contratação do novo cartola azulino.

Mesmo assim, Pastana minimizou a pressão vinda da torcida e pediu paciência, porque “quem está desconfiado hoje, vai confiar no final do trabalho”. Ainda de acordo com o diretor, o que se comenta em redes sociais e os julgamentos feitos de forma “precoce” não devem ser levados em consideração. Para ele, é necessário se blindar e focar apenas no que acontece internamente no CSA.

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