Confederação Nacional de Municípios pede saída de Pazuello do Ministério da Saúde

A CNM também afirma que a troca na gestão deve ser feita imediatamente

Confederação Nacional de Municípios pede saída de Pazuello do Ministério da Saúde

A CNM também afirma que a troca na gestão deve ser feita imediatamente

Por Thatyana Ferreira - estagiária sob supervisão | Edição do dia 17 de fevereiro de 2021
Categoria: Brasil, Política | Tags: ,


Foto: Divulgação

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) publicou nesta terça-feira (16) uma nota pedindo a troca do comando do Ministério da Saúde e a interrupção da vacinação contra a Covid-19 em todo o Brasil.  A organização alega que o atual comando do Ministério da Saúde não assume as medidas necessárias para conter a crise sanitária em que se encontra o país.

“Seu comando não acreditou na vacinação como saída para a crise e não realizou o planejamento necessário para a aquisição de vacinas. Todas as iniciativas adotadas até aqui foram realizadas apenas como reação à pressão política e social, sem qualquer cronograma de distribuição para Estados e Municípios,” diz a nota assinada por Glademir Aroldi, o presidente da CNM.

O documento também declara que os prefeitos dos municípios brasileiros tentaram manter o diálogo com o Ministério da Saúde, mas as tentativas foram frustradas, já que não houve um retorno. “A atual gestão não atende à expectativa da Federação brasileira, a qual deveria ter liderado, frustrando assim a população do País,” explica a nota como sendo um dos motivos para o pedido de que o comando da pasta seja trocado.

O general Eduardo Pazuello tomou posse, oficialmente, do Ministério da Saúde no dia 16 de setembro de 2020. Em seu discurso de posse, ele afirmou que tomaria as medidas necessárias para combater a Covid-19 utilizando para isso, principalmente, os meios já disponíveis no Sistema Único de Saúde. Até o presente momento o ministro não se pronunciou sobre a nota emitida pela CNM que pede pela sua saída da gestão. 

Eduardo Pazuello (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

“Juntos, reestruturamos o ministério, adequamos protocolos e combatemos não só a Covid-19, mas também as demais doenças que afligem o nosso povo. Utilizamos, para isso, a melhor ferramenta que poderíamos ter, nosso Sistema Único de Saúde, o SUS”, disse Pazuello.

Confira a nota completa:

O movimento municipalista, por meio da Confederação Nacional de Municípios (CNM), vem a público, em nome dos gestores locais que assistem e vivem desesperadamente a angústia e o sofrimento da população que corre aos postos de saúde na busca de vacinas contra a Covid-19, manifestar sua indignação com a condução da crise sanitária pelo Ministério da Saúde e solicitar a troca de comando da pasta. A entidade tem acolhido relatos de prefeitas e prefeitos de várias partes de país, indicando a suspensão da vacinação dos grupos prioritários a partir desta semana, em consequência da interrupção da reposição das doses e da falta de previsão de novas remessas pelo Ministério.

Foram várias as tentativas de diálogo com a atual gestão do Ministério, entre pedidos de agenda e de informação. A pasta tem reiteradamente ignorado os prefeitos do Brasil, com uma total inexistência de diálogo. Seu comando não acreditou na vacinação como saída para a crise e não realizou o planejamento necessário para a aquisição de vacinas. Todas as iniciativas adotadas até aqui foram realizadas apenas como reação à pressão política e social, sem qualquer cronograma de distribuição para Estados e Municípios. Com uma postura passiva, a atual gestão não atende à expectativa da Federação brasileira, a qual deveria ter liderado, frustrando assim a população do País.

Por considerar que a vacinação é o único caminho para superar a crise sanitária e possibilitar a retomada do desenvolvimento econômico e social e por não acreditar que a atual gestão reúna as condições para conduzir este processo, o movimento municipalista entende necessária, urgente e inevitável a troca de comando da pasta para o bem dos brasileiros.

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