CineSesc Alagoas apresenta a Mostra Performance negra no cinema

A programação se estende em três sessões, entre os dias 26, 27 e 28 de setembro, no Teatro Jofre Soares, Sesc Centro

CineSesc Alagoas apresenta a Mostra Performance negra no cinema

A programação se estende em três sessões, entre os dias 26, 27 e 28 de setembro, no Teatro Jofre Soares, Sesc Centro

Por | Edição do dia 26 de setembro de 2018
Categoria: Agenda Cultural, Diversão | Tags: ,,,,,,,,,,,,,


sescConsiderado um dos maiores projetos de valorização e difusão da sétima arte no país, o CineSesc Alagoas apresenta a Mostra Performance Negra no Cinema, evidenciando grandes nomes de atores e atrizes negras referenciais da cinematografia brasileiro, como Otelo, Zezé Motta, Zózimo Bulbul, Mário Gusmão e Léa Garcia.
A Mostra pretende lançar um olhar sobre a construção da presença e a agência dos artistas negros nos filmes brasileiros, bem como pensar suas trajetórias pessoais, para interpretar e reexaminar a cinematografia nacional.
 
A programação se estende em três sessões, entre os dias 26, 27 e 28 de setembro, no Teatro Jofre Soares, Sesc Centro, todos às 19h, com entrada livre e classificação.
 

sesc2

Sobre a Mostra

Um rasgo na imagem

Artistas como Grande Otelo, Zezé Motta, Zózimo Bulbul, Mário Gusmão e Léa Garcia compõem o elenco da Mostra Performance Negra no Cinema, que pretende lançar olhar sobre a construção da presença e a agência dos atores e das atrizes negras nos filmes brasileiros, bem como pensar suas trajetórias pessoais, para interpretar e reexaminar a cinematografia nacional.
Compõe a curadoria da Mostra um curto apanhado de filmes que vai do fim dos anos 50 ao início da década de 90, perpassando diferentes momentos do Cinema Brasileiro e distintas formas de abordar, entender e representar os conflitos raciais no país.
Fazendo da imagem espaço cênico e do corpo instrumento da arte, esses atores e atrizes em destaque na programação, muitas vezes subvertem papéis estereotipados e, num processo de subjetivação – um gesto de libertação das amarras do racismo e construção de si – empenham uma transformação da representação social do negro e de um imaginário racista, através da construção da presença e do ato de resistência materializado na força da atuação ou de individuação que precipita a forma e, por conseguinte, a recepção do próprio filme.
A performance negra é entendida aqui, portanto, como esse ato de resistência. No encontro do ator com o público através da imagem, um rasgo acontece: apresentação que insurge a uma representação estigmatizada e por vezes estereotipada. Não se trata mais, pois, de “fazer um papel de”, rasga-se o papel para se escrever e inscrever-se através dos movimentos; corpos que incessantemente criam imagens fazendo do quadro cinematográfico campo de disputa.
Exibida anteriormente em março de 2018 na cidade de Cachoeira (BA), a Mostra Performance Negra é um esforço de reexame e reinterpretação de filmes já conhecidos pelo grande público, através da presença dos atores e atrizes negras, propondo um retorno a esses filmes para dar a ver a agência desses atores e atrizes, ou, em outras palavras, o rasgo precipitado por eles, os sinais de vida que atravessam as imagens desses filmes.
 

Programação

Sessão 1

26/09 – Filmes:
• O menino e o Velho (Direção: Miguel Silveira – BA,4 minutos,1988).
• Rio Zona Norte (Direção: Nelson Pereira dos Santos – RJ 1h22min, 1958)
Classificação: livre
 
Mário Gusmão e Lázaro Ramos em
O Menino e o Velho (BA, 4 min, 1988)
Classificação indicativa: Livre
Direção Miguel Silveira
 
Um menino (Lázaro Ramos, 7 anos) e um velho (Mário Gusmão) caminham na estrada da vida.
“Na parte final eu digo ‘o que vou ser quando crescer?’. Pra mim é muito simbólica essa frase. Eu estava perguntando pra este ator que hoje é uma das minhas maiores referências, Mário Gusmão. Depois que Perguntei pra ele, acabei me profissionalizando, e ao mesmo tempo, ao ver esse vídeo, vejo um rosto muito parecido com o do meu filho. São gerações que continuam e se reconstroem a cada dia que passa. Assim como diz esse vídeo pro Show da Tarde da TV Itapoan, em 1988, a reflexão sobre o futuro e sobre quem nos inspira continua pertinente” Lázaro Ramos sobre o filme.
 
Grande Otelo em
Rio Zona Norte (RJ, 1h22min, 1958)
Classificação indicativa: Livre
Direção Nelson Pereira dos Santos
 
O sambista Espírito da Luz é um homem desiludido. Ao fazer uma viagem de trem pelo subúrbio, acaba caindo nos trilhos. Enquanto espera ajuda, relembra o tempo em que cantava em grandes festas, além de tragédias pessoais.

Sessão 2

27/09 – Filmes:
• Troca de Cabeça (Direção: Sérgio Machado – BA, ficção, 15min, 1993).
• Compasso de Espera (Direção: Antunes Filho – RJ, ficção. 1h34min, 1973).
• Alma no Olho (Direção: Zózimo Bulbul – RJ, 10 min,1998).
Classificação: livre
 
Léa Garcia, Grande Otelo e Mário Gusmão em
Troca de Cabeça (BA, fic, 15 min, 1993)
Classificação indicativa: Livre
Direção Sérgio Machado
 
A troca de cabeças é uma crença presente em diversas culturas, que diz ser possível evitar a própria morte mandando uma pessoa em seu lugar. Uma mulher, gravemente enferma, diante da morte iminente, faz um pacto – troca a sua sobrevivência pela vida do primeiro filho que tivesse. O filme inicia no dia em que o rapaz é incumbido pela mãe de pagar uma dívida a um suposto agiota – o “cobrador”. No caminho, interferem personagens que fazem parte do cotidiano de Salvador/BA – um crente, um louco, uma baiana de acarajé e até mesmo uma espécie de anjo ou orixá. Todos tentam impedir o personagem de cumprir seu trágico destino.
 
 
Zózimo Bulbul, Léa Garcia, Jacira Sampaio e Antônio Pitanga
Compasso de Espera (RJ, fic, 1h34min, 1973)
Classificação indicativa: Livre
Direção Antunes Filho
 
Jorge, um poeta negro, é amante de uma empresária branca e rica. Mas em uma reunião de um círculo de intelectuais paulistanos ele conhece Cristina, outra moça branca de família rica, e se apaixona. O relacionamento deles enfrenta preconceitos de todos os lados e Jorge se vê brigando com as duas famílias e toda a sociedade, enquanto a ex amante ainda o procura.
 
 
Zózimo Bulbul em
Alma no Olho (RJ, 10 min, 1988)
Classificação indicativa: Livre
Direção Zózimo Bulbul
 
Metáfora sobre a escravidão e a busca da liberdade através da transformação interna do ser, num jogo de imagens de inspiração concretista.

Sessão 3

28/09 – Filmes:
• Exibição de trecho da entrevista CULTNE DOC – Lélia Gonzalez. Entrevista concebida a Mali Garcia para o documentário “As Divas Negras do Cinema Brasileiro” (5 min iniciais, 1988)
 
• Xica da Silva (Direção: Carlos Diegues – RJ, ficção, 1h55min, 1976).
Classificação: 16 anos.
 
Exibição de trecho da entrevista CULTNE DOC – Lélia Gonzalez. Entrevista concebida a Mali Garcia para o documentário “As Divas Negras do Cinema Brasileiro” (5 min iniciais, 1988)
 
 
 
Zezé Motta em
Xica da Silva (RJ, fic, 1h55min, 1976)
Classificação indicativa: 16 anos
Direção Carlos Diegues
 
Na segunda metade do século 18, o representante da Coroa Portuguesa, João Fernandes, apaixona-se pela escrava negra Xica da Silva e a transforma na Rainha do Diamante, satisfazendo todos os seus desejos extravagantes.
 
 
Mostra Performance Negra
Local: Teatro Jofre Soares
Dias e horários:
26,27 e 28 as 19hs
Entrada Gratuita

Este slideshow necessita de JavaScript.

Deixe uma resposta

Publicidade
 
 
Publicidade

2019 O dia mais - Todos os direitos reservados