Centro de operações de saúde conta com monitoramento 24h

Rede federal recebeu reforço de 2,5 mil profissionais temporários de saúde, 135 leitos e 146 ambulâncias

Centro de operações de saúde conta com monitoramento 24h

Rede federal recebeu reforço de 2,5 mil profissionais temporários de saúde, 135 leitos e 146 ambulâncias

Por | Edição do dia 1 de agosto de 2016
Categoria: Notícias, Saúde | Tags: ,,,,


O Ministério da Saúde apresentou, no último domingo (31), o planejamento feito em conjunto com o município e o Estado do Rio de Janeiro para o atendimento durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. As ações, coordenadas pelo Centro Integrado de Operações de Controle de Saúde (CIOCS), foram detalhadas pelo coordenador-geral da Força Nacional do SUS, José Manoel de Souza Marques, e pelo diretor do departamento de Gestão Hospitalar no Rio de Janeiro, Jair Veiga, em entrevista coletiva no Rio Media Center, na Cidade Nova.

Para reforçar o atendimento durante o evento, o Ministério da Saúde investiu R$ 73 milhões na aquisição de 146 ambulâncias cedidas ao Estado do Rio e que ficarão como legado. Além disso, foram criados 135 leitos de retaguarda em hospitais federais para transferência de pacientes internados na rede municipal, que se somam a outros 100 leitos das redes estadual e municipal.

De acordo com o Diretor de Gestão Hospitalar do Ministério da Saúde no Rio de Janeiro, Jair Veiga, os leitos de retaguarda para os Jogos não comprometem o atendimento de saúde à população em geral. “Não há nenhuma orientação de bloqueio de leitos ou de suspensão de cirurgias eletivas”, afirmou.

Segundo José Manoel de Souza Marques, da Força Nacional do SUS, a previsão é que 90% dos casos sejam resolvidos nas unidades básicas de atendimento – postos de saúde e clínicas da família. “Apenas pacientes mais graves serão removidos”, disse Marques. O monitoramento de todas as ocorrências é feito por 125 profissionais do Ministério da Saúde que atuam no CIOCS.

De acordo com a subsecretária de Saúde do Estado, Hellen Miyamoto, as 146 ambulâncias atendem ao planejamento feito pelo Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro. “Hoje já temos 50 ambulâncias em operação, chegando ao pico de 126 por dia. Treinamos 1,5 mil profissionais em curso de suporte básico e alguns avançados. O momento agora é observar se o planejamento que fizemos está adequado e promover os ajustes necessários”, explicou.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, a capacidade de atendimento é de até 22 mil pacientes na rede hospitalar durante os Jogos – o dobro dos 11 mil atendimentos de saúde feitos em Londres, em 2012. “Estamos preparados para realizar até 720 transferências e atender cerca de 14 mil espectadores e turistas. Nossa previsão é que a cada 100 turistas, um tenha contato com o sistema de saúde”, disse Soranz. Pelo menos metade deles, segundo o secretário, deverá recorrer ao sistema para requisição de medicamentos de uso continuado e pequenos acidentes, que serão resolvidos no local de atendimento.

Rede de referência

Na rede municipal, a capacidade foi ampliada em 145 mil atendimentos, com reforma das salas de trauma dos hospitais de referência, definidos de acordo com as regiões das competições. São eles:

  • Hospital Municipal Souza Aguiar e Coordenação de Emergência Regional (CER) para a região do Maracanã. Hospital Municipal Salgado Filho e UPA do Engenho de Dentro para o Estádio do Engenhão.
  • Hospital Municipal Albert Scheitzer para Deodoro.
  • Hospital Municipal Lourenço Jorge e CER Barra para a região da Barra da Tijuca.
  • Hospital Municipal Miguel Couto e CER Leblon para a região de Copacabana.

Vigilância

De acordo com Marques, a Força Nacional recebeu treinamento especial para os Jogos e estará de prontidão para situações de emergência. “Fizemos a capacitação de 1,7 mil profissionais para atendimento em casos de acidentes químicos, biológicos, radiológicos ou nucleares, e se necessário teremos apoio do Exército e Aeronáutica, que tem duas aeronaves à disposição”, afirmou Marques.

Zika

No sábado (30), foram feitos 21 atendimentos pelo Centro Integrado de Operações Conjuntas de Saúde (CIOCS) e nenhum estava ligado aos sintomas de Zika ou dengue. “Em novembro de 2015 os números já indicavam que a Zika não seria um problema durante os Jogos. Portanto, essa já é uma questão superada para nós”, afirmou o secretário Daniel Soranz.

Ao contrário do hemisfério norte, o Brasil está no período do inverno, quando histórica e epidemiologicamente os índices das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti estão em declínio e atingem seu menor índice. Em 2015, por exemplo, o número de casos de dengue entre agosto e setembro – período dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos no Rio – foi, aproximadamente, sete vezes menor do que o pico de notificações da doença no ano. Em 2016, o Ministério da Saúde já identifica uma nítida queda antecipada do comportamento dessas doenças, resultado da mobilização nacional contra o Aedes aegypti.

Equipes da Vigilância Epidemiológica manterão as ações de controle durante os Jogos. São mais de 3 mil profissionais na capital do Rio de Janeiro focados especificamente no combate ao Aedes aegypti. Os estados de São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Distrito Federal e Amazonas, além do Rio de Janeiro, farão ações de enfrentamento do mosquito nos locais das partidas de futebol, Vilas Olímpicas e seus arredores.

O Ministério da Saúde trabalha em parceria com o município do Rio de Janeiro e com os estados onde ocorrem os torneios olímpicos de futebol – além do Rio, Salvador, Belo Horizonte, Brasília, São Paulo e Manaus.

Deixe uma resposta

Publicidade
 
 
Publicidade

2019 O dia mais - Todos os direitos reservados