Centrais e sindicatos enviam posicionamento contrário ao retorno das atividades ao governador

Entidades manifestam realização de medidas durante a pandemia como fiscalização, proteção aos trabalhadores e apoio aos pequenos e médios empresários

Centrais e sindicatos enviam posicionamento contrário ao retorno das atividades ao governador

Entidades manifestam realização de medidas durante a pandemia como fiscalização, proteção aos trabalhadores e apoio aos pequenos e médios empresários

Por Assessoria | Edição do dia 27 de junho de 2020
Categoria: Alagoas, Notícias | Tags: ,,,


Foto: Reprodução

As centrais sindicais e sindicatos encaminharam documento ao Governador Renan Filho, informando-o sobre a posição contrária aos novos protocolos, anunciados pelo Governo de Alagoas, para retorno de atividades de diversos setores da economia, frente à pandemia do novo coronavírus e da Covid-19, como também pela ausência de medidas de proteção à classe trabalhadora. “Não há possibilidade de se propor redução no isolamento social neste momento”, revela as entidades.

A CUT, CSP-Conlutas, CTB, Nova Central, Força Sindical e sindicatos destacam a curva em ascensão da pandemia em Alagoas, os óbitos causados pela infecção da Covid-19, leitos hospitalares e de UTI na Rede de Saúde insuficiente, além da testagem da população para o SARS-CoV-2 é ínfima no país. Ressalta que a curva de contaminação e infecção por COVID-19 está ascendente em Alagoas, propagando-se rapidamente nas periferias de Maceió e nas cidades do interior, atingindo a população com maior vulnerabilidade social.

As entidades solicitam a adoção de medidas, como a ampla divulgação junto à sociedade civil de estudo técnico-científico, que aborde os aspectos da saúde pública, a implantação de medidas anunciadas de apoio às empresas, especialmente, as pequenas e médias. Solicitam o diagnóstico sobre os impactos da crise econômica que já estava estabelecida e que se agravou com a pandemia, bem como a análise de trabalhos científicos já existentes, como o do Observatório de Enfrentamento a Covid-19, os quais devem subsidiar a organização de reuniões periódicas de debates e esclarecimentos entre o Comitê Científico, que assessora o Gabinete de Crise com as entidades da sociedade civil, em especial, o movimento sindical e movimentos populares.

Reivindicam a definição de protocolos para prevenção à pandemia e biossegurança nos ambientes de trabalho; fortalecimento da Vigilância Sanitária e dos órgãos e setores que fiscalizam as condições de saúde e segurança do trabalho; fiscalização e controle dos transportes coletivos em Alagoas, que já são precários e circulam com excesso de passageiros, provocando aglomerações.

“No que diz respeito à crise econômica agravada pela pandemia, e suas nefastas consequências para a classe trabalhadora, entendemos que há medidas viáveis políticas e econômicas, que devem ser adotadas tanto nas instâncias federal, estaduais, como municipais, para apoio aos trabalhadores e cadeias produtivas, entre estes apontamos: a suspensão do pagamento dos serviços da dívida pública federal e alocação de recursos para o enfrentamento da pandemia; estímulos monetários (redução de taxas de juros, outros); operações e financiamento de liquidez (empréstimos maiores com melhores condições, outros); estímulo fiscal, recursos para auxiliar a população mais vulnerável e proteger empregos, renúncia às metas fiscais pelo governo e liberações de novos recursos; suspensão das isenções e renúncias fiscais realizadas pelo Governo Estadual, auditoria e suspensão do pagamento da dívida pública; utilização dos recursos do FECOEP para medidas de apoio emergencial aos trabalhadores, voltando-se para as cadeias produtivas onde predominam o trabalho precário, a baixa renda e demais fatores de vulnerabilidade social”, revelam.

Clique aqui para ler o ofício dos movimentos sindicais.

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