Caso Danilo: delegados da DHPP e DEIC saem em defesa do colega

Padrasto e mãe do menino afirmam à imprensa que foram torturados para confessar autoria do crime

Por | Edição do dia 17 de outubro de 2019
Categoria: Notícias, Polícia | Tags: ,,,


Em coletiva de imprensa nesta manhã, uma comissão de delegados defendeu a “lisura e correção” do trabalho do colega, delegado Bruno Emílio, que preside o inquérito do Caso Danilo. Os delegados da comissão desmentiram a informação de que atos de tortura física ou psicológica foram praticados pelo delegado ou policiais civis de sua equipe.

A defesa foi feita pelos delegados Eduardo Mero (chefe da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa-DHPP), Fábio Costa e Thiago Prado (da Divisão Especial de Investigações e Capturas-Deic).

WhatsApp Image 2019-10-17 at 13.20.23
Na última terça-feira, o mecânico José Roberto (padrasto de Danilo) e sua esposa, Darcineia Almeida, deram entrevistas à imprensa alagoana acusando a polícia de tê-los torturado para que eles confessassem a autoria da morte do menino.

Diante da acusação, a Defensoria Pública do Estado manifestou interesse em pedir o afastamento do delegado Bruno Emílio das investigações. “Isso é muito sério. Daqui a pouco não vamos poder investigar mais nada. A pessoa é ouvida e diz que foi torturada e afastam o delegado do caso”, disse o delegado Thiago Prado, na coletiva. Os delegados se confessaram irritados com a acusação e Fábio Costa afirmou que Darcineia aparenta ter “problemas psicológicos” e que, inclusive, tomou conhecimento que ela faz uso de “medicamentos controlados”.

O menino Danilo Almeida foi morto (ainda não se sabe o que provocou a morte) no sábado passado, após ser supostamente ser sequestrado do meio da rua, no Clima Bom. Também não se sabe a quê ou a quem atribuir o crime.

Circulam no Clima Bom duas versões do povo para o caso: o menino teria sido sequestrado para ser morto num ritual de magia ou então, devido à parte na herança de uma casa. Danilo e o irmão seriam herdeiros de parte do imóvel e, para evitar a partilha, familiares da parte do pai dos meninos teriam planejado a morte dos dois. O irmão gêmeo de Danilo teria escapado porque “mordeu a mão da pessoa que iria sequestrá-los”.

Informações da família do menino dão conta de que ele e o irmão foram à oficina do padrasto levar um garfo, a mando da mãe, Darcineia. No percurso, os irmãos teriam se distraído e acompanhado um desfile escolar que ocorria no bairro. Uma pessoa teria sequestrado Danilo e sumido com ele. Horas depois, o corpo do menino foi deixado nas proximidades da casa dele.

No local, surgiram informações de que uma mulher usando uma peruca na cor verde foi quem levou o garoto. Mas, na coletiva desta manhã, a Polícia Civil descartou essa hipótese. Ou seja: não há mulher de peruca verde no caso.

Também foi descartado um corte no pescoço do menino. O laudo cadavérico do Instituto Médico Legal (IML) ainda não foi liberado. A Polícia Civil afirma ainda não saber o que causou a morte de Danilo.

Na edição desta quinta-feira, o Diário Oficial do Estado deve trazer portaria da Secretaria de Segurança Pública (SSP) com a nomeação dos delegados Bruno Emílio, Eduardo Mero, Fábio Costa e Thiago Prado para, “sob a presidência do primeiro” desta relação, sequenciarem as investigações em torno da misteriosa morte do menino Danilo Almeida.

Deixe uma resposta

Publicidade
 
 
Publicidade

2019 O dia mais - Todos os direitos reservados