Caso Cauã: participação de 3ª pessoa é descartada pela polícia 

O casal suspeito deve responder por ocultação de cadáver e homicídio 

Caso Cauã: participação de 3ª pessoa é descartada pela polícia 

O casal suspeito deve responder por ocultação de cadáver e homicídio 

Por Redação | Edição do dia 29 de abril de 2022
Categoria: Maceió, Polícia, Ultimas Notícias | Tags: ,,


O casal suspeito de ter envolvimento na morte do menino Cauã, que tinha apenas três anos, continua detido pela polícia nesta sexta-feira (29). Fernando Henrique de Andrade, de 25 anos, e sua companheira, uma adolescente de 16 anos, eram cuidadores de Cauã. O corpo da criança foi encontrado em uma área de mata no Benedito Bentes. 

O corpo da criança foi encontrado em um matagal no Benedito Bentes (Foto: Ailton Cruz)

Ambos os acusados devem responder por ocultação de cadáver e homicídio. As investigações continuam porque, de acordo com a delegada da Delegacia de Crimes contra Criança e o Adolescente, Adriana Gusmão, alguns pontos sobre o homicídio precisam ser solucionados e para isso novas diligências devem ser feitas. A polícia descartou a participação de uma terceira pessoa no crime.

A vítima estava desaparecida desde 18 de abril e no começo das investigações o casal de cuidadores informou à polícia que deixaram Cauã em um local e enquanto estavam olhando sapatos em uma loja o menino desapareceu. Por isso, o caso foi tratado como sequestro. Essa versão inventada foi mantida por eles até o crime ser descoberto. 

Cauã estava desaparecido desde o dia 18 de abril (Foto: Reprodução)

“Houve indício de sequestro, então nós fizemos as oitivas dos cuidadores e partimos para analisar imagens de uma Câmera de Segurança de um estabelecimento comercial. O que vimos não batia com a história que havia sido contada”, explicou a delegada.

As câmeras de segurança foram checadas e foi descoberto que o casal nunca esteve no local indicado. A mãe da criança procurou a polícia e a imprensa tentando localizar o filho e por isso teria sido ameaçada por Fernando Henrique. As ameaças estão sendo investigadas pela polícia. 

“Ela chegou a ser ameaçada pelo próprio cuidador e estamos investigando esse fato. Ele deve responder por ocultação de cadáver e pelo crime de homicídio”, pontuou Adriana.

Quando as mentiras foram descobertas, Fernando Henrique alegou que agrediu Cauã com tapas porque ele estava “aperreando” em casa. Devido a agressão, o menino teria caído, batido com a cabeça e tido convulsões, vindo a falecer. 

Ele afirmou que teve a ideia de jogar o corpo da criança no matagal e que sua companheira sabia sobre o crime, mas negou a participação dela no homicídio. Os restos mortais da vítima estão sendo analisados por peritos do Instituto Médico Legal (IML). A identidade da adolescente não foi divulgada.

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