Caçula do Alagoano, Desportivo Aliança admite uma vaga no nacional

Caçula do Alagoano, Desportivo Aliança admite uma vaga no nacional

Por Thiago Luiz - Estagiário | Edição do dia 1 de março de 2021
Categoria: Esportes | Tags: ,,


Clube ainda não pensa em títulos em Alagoas, mas projeta futuro no cenário nacional. Foto: Alan Jones/Ascom FAF

O Desportivo Aliança começou a despontar no cenário do futebol alagoano desde a temporada de 2020, quando conquistou o título de campeão estadual da segunda divisão. Com uma “base” do time principal sólida e um bom planejamento da diretoria, o clube começou a se estruturar para a elite do Alagoano e deu trabalho também na Copa Alagoas. Treinando no campo da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), a equipe tem ambições para o ano de 2021. E, por isso, a reportagem de O Dia Alagoas procurou entender melhor a história da equipe e também quais são os planos futuros.

De acordo com o atual presidente do clube, Luciano Lessa, o Aliança surgiu através de um convite da diretoria do então Vila Nova, um clube federado, mas ainda amador. Juntamente com Claudiano Emídio e o então presidente do Vila Nova, foi decidido alterar a identidade visual do clube e profissionaliza-lo em 2012. Ou seja, um clube muito novo, que completa apenas nove anos de existência no próximo dia 10 de março.

Ainda segundo o mandatário, o tricolor sempre se sustentou das contribuições dos próprios dirigentes e amigos. No entanto, apenas esse suporte não seria o suficiente para 2021. Por isso, chegaram empresas de muito poder aquisitivo e que aposta em grandes clubes, como os grupos Rafael Tenório e Coringa. A fornecedora de materiais é a Pratic Sports, mas a parceria de maior expressão é com o Laboratório de Ciências Aplicadas ao Esporte (LACAE), da Ufal, que disponibilizou o campo universitário, atual casa e Centro de Treinamentos da equipe.

O presidente comentou ainda sobre a possibilidade de o Aliança se tornar um clube-empresa: “No início isso não foi nem muito ventilado. A ideia era realmente o incentivo ao esporte e o lado social oportunizando aos jovens essa prática do futebol. Com o passar das temporadas, o projeto foi crescendo e essa ideia surgiu em alguns momentos. Porém, atualmente não é um plano a curto ou médio prazo”, afirmou.

Apesar do bom desempenho no estadual da segunda divisão no ano passado, a diretoria entendeu que o elenco para a atual temporada precisava de mais experiência para chegar forte nas competições. Por isso, a aposta foi de misturar os jovens talentos que se destacaram em 2020 com atletas experientes na disputa da elite do futebol alagoano.

“Optamos por manter boa parte do grupo da Segunda Divisão e trazer reforços pontuais, mas sempre mantendo o DNA do clube de apostar em atletas jovens. O comando técnico do Jadson Oliveira tem sido fundamental”, disse Luciano.

E se dentro de campo, os resultados têm agradado à diretoria, as ações fora das quatro linhas dispensam comentários. O clube participa de um trabalho junto do Instituto de Educação Física e Esporte da Ufal (IEFE/AL) para a ressocialização de reeducandos da unidade de internação de menores infratores, dando espaço a esses jovens nas categorias de base do tricolor.

“A gente acredita que o trabalho em equipe, o companheirismo e a disciplina que o esporte traz serão de grande valia para esses jovens”, avaliou o presidente.

E a ambição do Aliança é crescer no futebol alagoano, buscando espaço entre os grandes, mas com os pés no chão: “O primeiro degrau que buscaremos é a manutenção na elite, depois a classificação para as semifinais e assim lutaremos para alcançar o melhor posicionamento possível. Uma vaga em uma competição nacional é o nosso sonho”, completou Luciano.

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